segunda-feira, 4 de abril de 2011

Sermões na Epístola de Tiago


Tg. 1. 12-15
Rev. Fábio Henrique do Nascimento Costa
INTRODUÇÃO
Considere o problema de nascer nos dias de hoje. Jane, como qualquer criança nascida no final do século XX e começo do século XXI, no mundo ocidental, em geral, percebe a realidade definida sob óticas completamente distintas – a sua mãe e de seu pai. Então, a família se rompe, e o censo de justiça pode entrar em uma terceira definição da realidade humana. Tal situação coloca um problema distinto de como decidir qual a forma real do mundo.
Em contrapartida, João, uma criança do século XVII, foi embalada em um consenso cultural que lhe concedia um sentido de lugar. O mundo ao redor estava realmente lá – criado por Deus para estar lá. Como vice-regente de Deus, o jovem João sentia que ele e outros seres humanos haviam recebido o domínio sobre o mundo. Dele requeria-se o culto a Deus, mas, ele, eminente era digno desse louvor. De igual sorte, dele exigia-se obediência a Deus, mas, então, obedecer a Deus constituía a verdadeira liberdade, uma vez que era para isso que as pessoas foram criadas. Além disso,o julgo de Deus era fácil e o seu fardo leve. Igualmente as regras divinas eram vistas como primariamente morais, e as pessoas eram livres para serem criativas sobre o universo exterior, para aprender seus segredos, para moldá-lo e adaptá-lo como mordomos de Deus, cultivando o jardim de Deus e oferecendo seu trabalho como verdadeiro louvor diante de um Deus que honra sua criação com liberdade e dignidade.
Havia um alicerce tanto para o propósito quanto para a moralidade e também para a questão da identidade da cosmovisão teista cristã.


ELUCIDAÇÃO
Depois de exortações meio parentéticas sobre sabedoria e oração nos versos (5-8), pobreza e riqueza (9-11). Nos versos lidos Tiago retorna ao tema das provações, e nos traz a aplicação dos assuntos que tratou nos dois parágrafos anteriores, retornando ao tema das provações, o qual apresenta “perseverança” como resultado da prova, o verso 12 mostra o prêmio por suportar as provações.
TEMA:
ENXERGANDO O MUNDO COM A PERSPECTIVA DIVINA
DESENVOLVIMENTO
“Bem-aventurado o homem que suporta, com perseverança, a provação”; a idéia aqui de suportar é familiar ao judaísmo. Suportar aqui com paciência e triunfo, mostrar constância sob a pressão. Não é uma paciência da pessoa que senta, abaixa sua cabeça e deixa as coisas passarem, e suporta passivamente até o final da tormenta. É o espírito que pode suportar as coisas, não somente com resignação, mas com uma ardente esperança
“Porque, depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que o amam”.
Há uma recompensa prometida ao cristão que alcança êxito a prova: “A Coroa da Vida”. A palavra coroa ste,fanon originalmente se empregava de qualquer coisa que cerca, tal como um exército que se faz um cerco, ou muro que se faz em derredor da cidade. Já o sentido usual do termo veio a ser usada no grego koinê de coroa. Especialmente a coroa da vitória alcançada nas várias disputas atléticas. Sendo geralmente ela trabalhada de ouro puro, era outorgada pelos estados gregos como sinal de honra. A coroa de fato, desempenhava um papel em muitos costumes antigos, tendo várias conotações, de vitória, festividade, adoração, cargo público ou honraria, a realeza ou visitação real. E freqüentemente usavam a coroa figuradamente com o significado de um ”objeto de orgulho”.
E Tiago usou o termo “Coroa da Vida” como uma metáfora aos troféus dos pagãos o galardão dos fiéis. Que é de interesse especial para os leitores de Tiago. Como judeus entendiam a metáfora como o prêmio que consiste na vida eterna. E essa vida é intocável pela ameaça da morte espiritual, será o “prêmio” do atleta fiel que agüenta a perseguição até o sofrer a morte física Ap. 2.10 “Não temas as coisas que tens de sofrer. Eis que o diabo está para lançar em prisão alguns dentre vós, para serdes postos à prova, e tereis tribulação de dez dias. Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida”. A figura cristã do mártir como atleta, ganhando na arena a sua “coroa”. Policarpo, o exemplo clássico, sofreu assim em Esmirna.
Conhecendo a natureza humana, e a concepção do pecado no coração do homem.
As várias dificuldades e aflições enfrentadas pelos cristãos no mundo podem produzir perfeição espiritual (V.4) e levá-los a recompensa de Deus (v.12), caso perseverem na fé. Contudo, elas podem causar um efeito nocivo se forem encaradas com a atitude errada. Tiago declara que uma dessas atitudes é a de culpar Deus pelo fascínio do pecado que acompanha as provações. É certo que Deus testa os seus servos testou Abraão (Gn. 22.1), testou Israel, deixando-o cercado das nações pagãs (Jz 2.22). Mas, apesar de Deus provar os seus servos, a fim de fortalecer-lhes a fé, ele nunca tenta induzir ao pecado e destruir a fé. 
A pessoa que enfrenta as dificuldades e tropeçam  nelas não devem atribuir os seus fracassos em Deus. Se desejar culpar alguém, tem apenas a si mesmo para culpar. E é interessante que Tiago não menciona no seu contexto a atuação de Satanás, o tentador, embora mais adiante ele ensine aos crentes a resistir as tentações de Satanás (4.7).
Somos tentados por nosso “própria cobiça”. Tiago está consciente de que pelo fato de seus leitores serem crentes em Jesus Cristo não os livras da presença da cobiça no coração.
Nessa segunda parte Tiago mostra em termos dramáticos como a cobiça, personalizada como mulher, concebe do desejo humano, fica grávida do pecado e gera um filho, a morte, que em seguida mata o próprio pai. Aqui Tiago usa figuradamente o verbo “conceber” para descrever a cobiça grávida com o desejo humano e prestes a dar a luz o pecado.
Quando respondemos a cobiça com a nossa vontade, o encontro dos dois engravida a cobiça com o pecado. O processo é narrado como se fosse irreversível. Veja figura semelhante em Jó 15.35 Concebem a malícia e dão à luz a iniqüidade, pois o seu coração só prepara enganos. E também no Salmo 7.14 Eis que o ímpio está com dores de iniqüidade; concebeu a malícia e dá à luz a mentira.
Para Tiago o pecado aqui já nasce para seguir a sua carreira, ele “uma vez consumado gera a morte”, a morte aqui não deve ser referida a morte eterna, em se tratando de pecados cometidos por cristãos. Pois significaria a queda da graça ou a perda da salvação. Em vez disso, morte aqui deve ser entendida como uma referência àqueles efeitos mortíferos que o pecado traz para a alma, mesmo a do cristão: amortecimento, culpa, escurecimento, endurecimento, e confusão no coração.

APLICAÇÃO
Ø Busque ao Senhor de todo o vosso coração, cresça no conhecimento de Deus, com toda a força da sua alma, e o seu coração.
Ø Procure olhar as provações discernindo provações de tentações, com os óculos da Palavra de Deus.
Ø Procure também olhar para o mundo sem as perspectivas da cosmovisão pós-modernistas como Jane, e sim com a cosmovisão da perspectiva Teista cristã como João. Sabendo que somo vice-regentes e que em Deus nos movemos e existimos. E vivamos para a sua glória em meio a uma geração corrupta e sem Deus.
CONCLUSÃO
Cada cosmovisão considera aquilo que você conhece de Deus e considera as seguintes questões básicas: a natureza e o caráter de Deus ou suprema realidade, a natureza do universo, a natureza da humanidade, a questão quanto ao que ocorre a uma pessoa quando ela morre, a base do conhecimento humano, a base da ética e o significado da história. 

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