sábado, 28 de abril de 2012

Verdades contra o aborto anencéfalos


Médicos brasileiros: bebês em gestação deficientes serão despedaçados com aspirador
20 de abril de 2012 (LifeSiteNews.com) — Depois de uma decisão do Supremo Tribunal Federal do Brasil determinando que bebês que sofrem do defeito de nascença conhecido como anencefalia não são “legalmente” vivos e, portanto, podem ser abortados com total liberdade, médicos brasileiros estão explicando para os meios de comunicação como tais bebês realmente serão mortos sob o novo regime legal.
Numa recente entrevista para Veja, a revista noticiosa mais popular do Brasil, o vice-presidente do Conselho Federal de Medicina, Dr. Carlos Vital, explicou que os médicos terão duas escolhas: “curetagem” ou “aspiração”.
Abortos de bebês anencefálicos serão realizados no segundo ou terceiro trimestre.
Um aborto de curetagem usa uma faca especial para cortar a criança em pedaços, e então raspar seu corpo e placenta da parede uterina. Um aborto de aspiração usa forte sucção para despedaçar a criança, e de modo semelhante a separa de sua mãe.
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Aborto por curetagem
De acordo com os médicos, se esses métodos são inadequados em abortos de gravidez mais avançada, o método de dilatação e evacuação seria exigido, envolvendo uma pinça que é usada para despedaçar o corpo maior do bebê. O Dr. Vital disse para Veja que abortos em crianças anencefálicas poderiam ser realizados até o nono mês de gravidez.
O Dr. Vital acrescentou que tais abortos exigirão um comitê de médicos para apurar os “critérios adequados para diagnóstico” de anencefalia, um problema físico cuja definição exata não tem o consenso dos médicos.
Os bebês anencefálicos não desenvolvem a parte superior da cabeça, inclusive o crânio e a parte de superior do cérebro. A maioria morre no útero ou logo após o nascimento, embora alguns tenham vivido alguns dias, meses e até anos com o problema.
Ainda que os profissionais médicos muitas vezes afirmem que tais crianças não estão conscientes de seu ambiente e sejam incapazes de sofrer, pais de bebês anencefálicos relatam que seus filhos mostram sinais de consciência e parecem reagir de modo muito específico a seu ambiente. Alguns médicos utilizam a teoria de que o tronco cerebral de tais bebês tem a capacidade de se adaptar às necessidades de consciência rudimentar, um fenômeno conhecido como “neuroplasticidade”.
Nos Estados Unidos, um número aproximado de 95 por cento dos bebês anencefálicos são mortos dentro do útero de suas mães.
Numa declaração pública sobre a decisão do Supremo Tribunal Federal, o ativista pró-vida brasileiro Pe. Luis Lodi da Cruz chamou o veredicto de “monstruoso” e comentou que, de acordo com o ministro do STF que presidiu o caso, o aborto de uma criança anencefálica “É um procedimento semelhante à remoção de um cadáver”.
“Paradoxalmente, Marco Aurélio admite que o anencéfalo morre depois de um período pequeno de tempo. Ora, como ele pode morrer se já está morto?” perguntou o Pe. Lodi.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Luxúria


Luxúria
Gl. 5.19
Em sua opinião, antigamente as pessoas eram mais, ou menos maliciosas que hoje?
O assunto do estudo de hoje é “luxúria”, uma palavra com muitos sinônimos que descrevem um mesmo e velho pecado.
Para começo de conversa, busquemos definições no dicionário para três palavras que estão relacionadas:
Luxúria: incontinência, lascívia, sensualidade, dissolução, corrupção, libertinagem;
Lascívia: luxúria, libertinagem, sensualidade;
Libertinagem: devassidão. O termo “libertinagem”é explicado da seguinte forma, em nota da Bíblia NVI: “Ato de viver somente para o prazer próprio, de esbanjar a vida em prazeres tolos ou perversos”.
Nas variadas versões da Bíblia, há textos onde uma mesma palavra foi traduzida para o nosso idioma com uma ou outra dessas palavras acima. Por exemplo, em Gl 5.19 aparece a palavra lascívia (na edição Almeida atualizada), e luxúria, com esta mesma ideia de uma vida sem regras e entregue às paixões desenfreadas, onde o corpo é consumido no prazer, sem levar em conta as consequências.
1. Um mundo em busca do prazer.
Não precisamos e não devemos ficar com um falso saudosismo, sempre a dizer: “Ah, antigamente não era assim...” Em que pese toda a malícia humana que cresce e aparece, há muitos aspectos que são quase que permanentes na raça humana, e outras coisas que são mais ou menos recorrentes vejam (Os 4). Homens e mulheres sempre estiveram em busca do prazer. Há muitas coisas que podem dar prazer. No presente estudo, destaca-se o sexo. A luxúria é o abuso do sexo, quando não se contém e não se controla, mas se corrompe  vive dissolutamente.
Uma das principais características desse tipo de vida é o individualismo. Aí o sexo é usado de forma a satisfazer os apetites de uma só pessoa. Não há uma preocupação mínima com a outra pessoa.
Outra característica da luxúria é a multiplicação das relações sexuais, como se muito sexo com muitas pessoas diferentes capacitasse o ser humano a tornar-se melhor; como se o homem fosse mais masculino e a mulher mais feminina com a multiplicação das relações.
Uma terceira característica é que a prática sexual se torna insaciável. O ser humano não se contém, nunca está satisfeito e pensa no sexo como se fosse capaz de lhe trazer respostas e dignidade; então, nunca para. Ainda que outro ponto, é que essas relações tendem a ser efêmeras. São passageiras, aleatórias e sem qualquer compromisso, pois não há o respeito de convivência.
O livro de apocalipse nos mostra a queda da Babilônia, o império que dominava e oprimia as pessoas. Riquíssimos e poderoso, deixou-se perder na luxúria (a palavra aparece três vezes em Ap 18). A derrota, o enfraquecimento moral, a queda são precedidos por uma vida de luxúria.
2. Um projeto divino para o ser humano e para o mundo.
No livro da criação, Gênesis, encontramos de modo muito claro, que Deus criou o ser humano macho e fêmea (Gn 1. 27,28). Há alguns destaques que devemos fazer com relação ao assunto:
a) Deus criou o ser humano à sua imagem e semelhança. Não é o homem (macho) nem a mulher (fêmea) que isoladamente são apresentados como imagem de Deus. Deus criou homem e mulher como seres iguais em essência.
b) O ser humano, dividido entre homens e mulheres essencialmente iguais, é diferente em determinados aspectos. Essas diferenças não indicam inferioridade ou superioridade de um ou outro, mas existem para que homem e mulher se complementem. E, aqui, a sexualidade humana exerce um papel fundamental. Um aspecto físico do que uma parte significa para a outra, é a reprodução humana. Para a geração de uma vida, é necessário o concurso do homem e da mulher.
c) A sexualidade, embora sendo parte da reprodução humana, não pode ser resumida aos aspectos físicos exclusivamente. Isto é, a sexualidade não se refere unicamente aos órgãos sexuais ou genitais. Conforme o projeto de Deus, são necessário uma mulher e um homem para a reprodução. Porém, deve-se levar em conta que o ser humano é composto de outras partes que se integram, além da sexualidade. Então, a relação entre os sexos deve ter também outros aspectos, pois, ao ser humano foi dado o privilégio de ter a imagem divina, de dominar sobre a terra, de comunicar-se etc. A prática sexual deve, necessariamente estar ligada ao amor, ao carinho, à afetividade e ao compromisso.
3. Um desafio a igreja.
 Porque somos cristãos e conhecemos o projeto divino para o ser humano e vivemos em uma sociedade que se distancia desse projeto, devemos considerar a tão grande responsabilidade que a igreja de Jesus Cristo tem perante a sociedade e diante do Deus Eterno que nos chamou para uma missão no mundo. Pois bem, apresentar o desejo divino para a raça humana no que concerne à sexualidade faz parte da missão integral da igreja. Alguns quesitos são aqui propostos:
a) Ter uma teologia clara e correta do corpo humano é fundamental. Devemos erradicar do pensamento cristão de que o corpo é mau e serve apenas para aprisionar a alma que é boa que deve voltar-se para Deus. Essa ideia é dos gregos antigos e não é encontrada na Bíblia. Na Teologia Bíblica, o corpo foi criado por Deus tão bom quanto a parte espiritual. Aliás, para o pensamento hebreu, nem há divisão entre a parte material nem a parte espiritual. O ser humano é perfeitamente uno, integral, numa perfeita unidade: corpo e alma.
b) A igreja deve mostrar um claro ensino sobre sexualidade, a partir da sadia doutrina do corpo humano. Não é possível deixar de falar em sexo com os nossos jovens, adolescentes, crianças e adultos. Devemos derrubar tabus para que, aprendendo com uma boa Teologia Bíblica, nossos irmãos e irmãs não descubram sobre sexualidade coisas distorcidas, como está cheio na televisão, no rádio, nas rodinhas de bate-papo, nos jornais e na internet.
c) É preciso deixar muito claro que a atividade sexual envolve o carinho, a afetividade, o amor e compromisso entre as pessoas. Este ensino é importante nos dias atuais, em que a moda é “ficar” (como dizem os adolescentes e jovens) apenas para desfrutar de um prazer eventual e passageiro (as vezes com graves consequências), mesmo sem conhecimento prévio do parceiro ou da parceira – prática da luxúria.
d) A igreja deve ser um espaço de acolhimento, amparo e orientação para aquelas pessoas que, porventura, despencaram na vida emocional e sexual. Muitas vezes agimos muito mais como punidores e torturadores do que como pessoas amorosas, que amparam e ajudam os outros a levantar, para andar melhor.
e) A igreja deve ter uma clara percepção da ação divina nela e através dela, pois é a ação de Deus que nos capacita a deixar as “obras da carne” e produzir o “fruto do Espírito” (Gl 5. 16-25). Portanto, forças para agir de modo diferente do mundo vêm de Deus, não de nós mesmos (Rm 8. 5-11).
f) A igreja, dirigida pelo Espírito de Jesus Cristo, não pode ter medo ou vergonha de apresentar ao mundo o contraste da Palavra de Deus em relação ao que se faz hoje. Paralela a ação destro dos próprios muros eclesiásticos, deve-se ter uma ação externa que confronte o mundo e provoque mudanças (Rm 12.2).
1. O que você deve fazer em sua vida pessoal, acerca dos programas de televisão, músicas ou literatura que incentivam a luxúria?
2. Você tem cultivado uma sexualidade conforme os padrões bíblicos?
3. Você acha que, em determinados casos, o indivíduo deve procurar ajuda para tratar o problema da luxúria?
Segunda
Terça
Quarta
Quinta
Sexta
Sábado
Domingo
Dt 23. 17,18
Ez 16. 15-43
Os 4
Mc 7. 14-23
Gl 5. 16-25
II Pe 2
Ap 18

O presente estudo foi editado pela Editora Didaquê, sendo o autor do mesmo o Rev. Silas Luiz de Souza.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Trapaça


TRAPAÇA
Gn 25. 19-34
No meio de uma cultura marcada pela trapaça, poderemos encontrar orientação segura sobre o assunto?
Se você pegar a concordância bíblica, baseada na edição Revista e Atualizada no Brasil, editada pela SBB, 1975, e procurar a palavra “trapaça”, vai ficar surpreso. Nas 1101 páginas sobre as palavras usadas nesta versão, você não vai encontrar nenhuma vez essa palavra. Uma conclusão apressada seria que a Bíblia não tem nada a dizer sobre o assunto. Puro engano!
Por outro lado, se você abrir os jornais brasileiros, ficará alarmado. Todos eles, ultimamente estão cheios de noticias de pessoas que passaram alguém para trás, que enganaram e tiraram vantagens, quer seja de particulares ou dos cofres públicos. Verdadeiras trapaças!
O professor de hebraico do Seminário Presbiteriano do Sul, em campinas afirmou que a palavra que significa trapaça seria a raiz da palavra yakob, de onde veio o nome de Jacó.
O nome de Jacó ficou associado ao conceito de “suplantador” desde o seu nascimento, ou seja, “trapaceiro”, alguém que desde o ventre materno já queria passar alguém pra trás.
1. A trapaça é obra da carne
Pela leitura de Gl 5. 19-21, percebemos que há algumas coisas que tornam a vida cristã bem difícil. Aquela galeria de obras da carne, em aberto, conforme a expressão “e coisas semelhantes”, nos leva a colocar a trapaça como uma obra da carne.
Ela é uma expressão de pecado na vida humana. Está centralizada na capacidade humana de obter resultados, baseadas na esperteza humana, na astúcia dos homens. Ela é altamente egoísta e antivalores morais. Não vê nada além da sua vontade de obter vantagem em tudo sem pensar nos meios. Como conduta ética, a trapaça pratica o princípio de que os fins justificam os meios. A trapaça é tão terrível que envolve tanto a mente quanto a alma, como afirma o comentário da Bíblia de Genebra para explicar o termo carne nas Escrituras.
2. A trapaça é contagiante
Pela vida de Jacó, vemos que ele enriqueceu trapaceando. Mas onde ia a trapaça era usada por outros contra ele. Seu próprio sogro Labão trapaceou Jacó naquilo que um homem tem de mais intimo: o amor de sua esposa. Serviu sete anos pensando em casar com Raquel, mas Labão usando de “cautela”, em vez de Raquel “lhe dava Lia”; e Jacó, trapaceiro, foi trapaceado e ficou mais 7 anos servindo Labão. Nesse ponto, é verdadeira a palavra bíblica: “pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará”.
3. A trapaça pode ser vencida
A lição maior nesse estudo é que Deus, na sua soberania e graça, pode resgatar um trapaceiro e usá-lo na realização de seus planos.
Jacó teve um encontro com Deus no vale do Jaboque. Tornou-se um homem. Começou uma nova vida de serviço e obediência ao Senhor, tornando-se o pai do povo da aliança, Israel. Nesse encontro, o velho homem foi vencido por Deus e surgiu o novo homem para o serviço de Deus. Foi tão forte o impacto deste encontro que Jacó chamou aquele lugar bendito de Peniel, afirmando: “Vi a Deus face a face, e a minha vida foi salva” (Gn 32.30).
Hoje, em nossa pátria, o povo espera melhores dias, em que a trapaça desapareça da vida brasileira. A forma do povo evangélico contribuir para isso é pregar e viver o evangelho para que novas criaturas venham exercer influencia maior na vida nacional. Essa mudança só é possível quando uma pessoa, pela fé, tem um encontro com o Senhor Jesus Cristo.
Reflexão pessoal
1. vivendo com um povo que usa a trapaça frequentemente, como pode um cristão autentico não trapacear?
2. como pode você combater a trapaça na vida política, econômica e familiar? Sua fé em Jesus Cristo está fazendo alguma coisa para mudar isso?
Segunda
Terça
Quarta
Quinta
Sexta
Sábado
Domingo
Gn 26. 8-25
Gn 28. 10-27
Gn 32. 22-32
Sl 15
Os 12. 1-6
Rm 9. 6-13
Hb 12. 14-17

O presente estudo foi editado pela Editora Didaquê, sendo o autor do mesmo o Rev. Joás Dias de Araújo.

Amargura


AMARGURA
Hb. 12. 14-17
É possível um crente em Cristo Jesus viver uma vida de amargura e, mesmo assim, crescer em santidade?
É possível ser amargo e feliz ao mesmo tempo?
De acordo com o moderno dicionário da Língua portuguesa, a palavra “amargura” significa: “sabor amargo, aflição, angustia, desgosto, dor moral, azedumes... dissabores”. Não nos restam dúvidas que a amargura é uma questão que desafia, a cada dia, pessoas crentes no Senhor Jesus, na busca da santidade. Ela apresenta uma série de reações adversas no comportamento humano, alterando as atitudes, aguçando o temperamento e causando danos na vida do crente. Por este motivo, o crente deve estar sempre vigilante quanto às coisas que geram amargura na alma. Vejamos algumas delas, a partir do texto bíblico de Hebreus. 12. 14-17.
TÓPICOS PARA REFLEXÃO
A amargura é uma raiz que brota onde o pecado não é vigiado.
O versículo 15 diz: “nem haja alguma raiz de amargura que, brotando...” “Se olharmos, como cuidadosos estudiosos da Bíblia, fiéis aos princípios de que a Bíblia interpreta a própria Bíblia, veremos, no início do versículo 15, as palavras que definem como essa raiz brota. Diz o próprio texto: “atentando, diligentemente, porque ninguém seja faltoso, separando-se da graça de Deus”. Parece que esta raiz de amargura brota de corações faltosos. Moisés também afirma o mesmo: os que contaminam o povo com o veneno da idolatria são aqueles cujos corações se desviam do Senhor. Para Calvino, em seu comentário de Hebreus, esse sentimento de amargura brota de duas fontes:
Desejos pecaminosos: O coração humano é contaminado pelo pecado e os desejos do coração são comprometidos com esta inclinação pecaminosa (Jr. 17.9). Jesus adverte aos discípulos de que as coisas que contaminam o homem são aquelas que saem do coração, como frutos de seus desejos (Mt. 15. 19,20). Sendo assim, a amargura brota de desejos pecaminosos.
Ilusória esperança de impunidade: esta é outra fonte perigosa de onde brota a amargura. Por se tratar de ressentimento guardado na alma, muitos se iludem pensando que irão espalhar este sentimento no seio da igreja, e que, no final, ficarão impunes; afinal, não se conhece alguém que tenha sido disciplinado por alguma igreja por semear a amargura no meio do povo. Mas o fiel juiz de toda a terra sonda os corações (I Sm. 16.7). não devemos nos esquecer disso.
A Bíblia diz que aquele encobre as suas transgressões, jamais prosperará (Pv. 28.13). Muitos corações escondem amarguras e ressentimentos e não sabem porque se desenvolvem tão pouco na vida cristã, na santificação. Quando alguns garotos norte-americanos praticaram um massacre em uma das escolas nos Estados Unidos, o então presidente Bill Clinton expressou assim, a sua preocupação: “Há um grande número de outros garotos por aí que estão acumulando ressentimentos dentro de si, e fora do nosso alcance”. Não deixe brotar esse mal em seu coração e nem no meio da igreja.
É oportuno observar a advertência feita por Deus a Caim (Gn. 4.7).
A amargura perturba a harmonia e a paz.
No versículo 15 encontramos estrutura: “nem haja raiz de amargura que, brotando, vos perturbe”. O menor efeito que podemos ver deste terrível mal é que ele perturba o ambiente onde se instala. A linguagem do autor é para que os seus leitores possam atentar para esse mal que perturba a igreja, envenena almas e desarmoniza comunidades inteiras. A amargura perturba ao próprio individuo.
Li, certa vez, uma frase que me chamou muito a atenção. Dizia. “Muitos parecem carregar um inferno dentro de si, e aonde vão, o inferno vai com ele, porque o inferno está dentro deles”. A verdade é que algumas pessoas atentam para o fato de que guardam amarguras dentro de si, e, por isso, não conseguem viver em paz e harmonia consigo mesmas. Sua palavra tende a ser depreciativa. Transferem para os outros aquilo que está dentro de si e que as perturbam. Tratam os outros com dureza, parecem até mesmo não terem aprendido a amar. Paulo exorta a que tenhamos em nós o mesmo sentimento que houve, também, em Cristo Jesus (Fp. 2.5).
Jesus disse que um pouco de fermento leveda toda a massa. O que Moisés chama de “raiz que produz erva venenosa e amarga” é exatamente um tipo de veneno que perturba, incomoda, afeta quem está por perto também. Em vez de produzir a paz, produz a intoxicação.
A amargura atinge a comunidade.
A amargura é perturbadora, tanto para quanto a possui, quanto para os outros.
O grande problema de amargura é que ela contamina o ambiente. Assim como o sal, o fermento o tempero, em geral, a amargura atinge a totalidade.  Ela contamina a comunidade com seu efeito maléfico. Quando um membro da igreja fica amargurado com alguma situação, nem sempre consegue guardar aquilo só para ele, e logo temos uma comunidade contaminada.
No versículo 16, o autor compara tal atitude como procedimento de alguém impuro e profano, e mais, semelhante a Esaú, que vendeu o direito de primogenitura. Mais tarde, querendo herdar a benção, foi rejeitado, pois não achou lugar de arrependimento Gn. 27. 32-35). Parece um caminho sem volta. Contamina-se de tal forma que não encontra saída. Quantas vidas amargas! Quantos corações contaminados por palavras venenosas! Quanta imprudência e ausência de vigilância daqueles que deviam estar. “semeando a paz”! (Tg. 3.18). peça a Deus para te livrar da amargura, porque ela adoece a alma.
Vencendo a amargura com uma vida de santificação
Encontramos, na Bíblia, todas as coisas que nos conduzem a vida e a santidade. O próprio texto de Hebreus que estamos estudando nos apresenta material de sobra para vencermos a amargura, e crescermos em santidade. O autor, nesse contexto, apresenta-nos as seguintes alternativas: “Segui a paz com todos (...) atentando diligentemente para que ninguém seja faltoso (...) nem haja impuro ou profano” (vv 14-16).
Numa igreja onde os membros zelam pela vida de santificação, que aliás é uma obra preciosa do Espírito Santo no coração do crente, dificilmente crescerá qualquer raiz de amargura. Mas, onde reina a carnalidade, o descaso com a vida espiritual, esses males desenvolvem juntamente com outros pecados. O crente é desafiado a viver em santificação.
Segunda
Terça
Quarta
Quinta
Sexta
Sábado
Domingo
Gn 26. 26-35
Gn 37
Dt 29. 16-29
1 Sm 30. 1-6
Mt 15. 1-20
Ef. 4. 25 a 5.2
Cl 3. 18-25

O presente estudo foi editado pela Editora Didaquê, sendo o autor do mesmo o Rev. Ildemar de Oliveira Berbert.


Inimizade


INIMIZADE
Mt. 5. 21-26
A inimizade é apenas um problema, ou é um pecado?
Sabe-se que a amizade é uma das maiores riquezas. Quem coleciona amigos é uma pessoa sábia. Se, por um lado, “o homem que tem muitos amigos sai perdendo” – como afirma o provérbio, por outro, “há amigo mais chegado do que irmão” Pv. 18.24.
Mas, infelizmente, existe a inimizade. Esta já causou incalculável número de tragédias no mundo. Em diversos lugares é possível observar conflitos e mais conflitos.
Algumas pessoas têm sido condecoradas com o prêmio Nobel da Paz, por seus esforços em promover a paz; porém, outras foram até martirizadas no seu empenho pela harmonia.
Os esforços humanos para resolver a inimizade são necessários; todavia, somente com a intervenção de Deus, é possível uma solução definitiva.
Neste estudo pretende-se abordar o assunto da inimizade, não somente do ponto de vista social, mas principalmente no aspecto espiritual.
AÇÕES GERADORAS DE INIMIZADES
O texto-base mostra algumas atitudes que provocam inimizades, Jesus se apresenta com o propósito de solucionar o problema, a fim de que haja tratamento adequado:
Irar – irar significa ficar com raiva de alguém, sentir cólera contra alguma pessoa. A Bíblia declara que é possível irar, mas sem pecar (Ef. 4.26). quando a ira é pecaminosa, certamente a inimizade se manifestará. A ira é pecaminosa quando o irado a retém (Ef. 4. 26,27); ou quando extravasa o seu rancor, em atos concretos, resultando em ofensa e ate agressão. O salmista Davi recomendou deixar a ira e abandonar o furor (Sl. 37.8). Tiago declara que “a ira não produz a justiça de Deus”. (Tg. 1.20).
Proferir insulto contra o irmão – A Bíblia viva cita o versículo 22 da seguinte maneira: “... se vocês chamarem um amigo de idiota, correm o perigo de serem levados a um tribunal...” Insulto é uma agressão verbal, geradora de inimizade. Daí o apóstolo Paulo recomendar que os cristãos profiram apenas “palavras que edifiquem” (Ef. 4.29).
Chamar o irmão de tolo – chamar o irmão de tolo tem a ver com a intenção de amaldiçoar o semelhante. A ofensa não é só chamar de tolo: é considerar o outro, tolo. Quando isso acontece, o relacionamento está abalado. Ninguém suporta ser considerado idiota, desmiolado, e estúpido.
RECURSOS PARA VENCER A INIMIZADE.
Jesus apresentou não só apenas as causas geradoras de inimizade, mas também ofereceu soluções práticas para essa questão. Ele não só fez a sondagem do problema; foi além, apresentando alternativas para vencer tal situação:
Lembrar da ofensa praticada (v.23).
O mestre apela para a consciência dos cristãos para que não se esqueçam de atos pecaminosos praticados, ou mesmo aqueles efetuados contra a própria pessoa. Existe tendência de se deixar de lado, de esquivar-se, ou de não querer lembrar dos erros. Nada pode ser coberto dos olhos do Senhor (Sl. 50.21). Deus não tolera aqueles que não querem adorá-lo, mas não revelam disposição em reatar os relacionamentos rompidos, fingindo haverem esquecido o que aconteceu. Dizem que quem bate esquece, mas isso não é verdade.

Ir ao encontro do irmão (v. 24)
O discípulo de Jesus, quer tenha sido o ofensor, quer seja o inocente, precisa ter a coragem de dar o primeiro passo para reconciliar-se  com o inimigo. Isso mostra a necessidade de ação. A vida cristã não é estática, e sim dinâmica em todos os seus aspectos. Essa atitude dinâmica deve ser praticada quantas vezes forem necessárias, pois não há limites para a reconciliação (Mt. 18. 21,22/ Cl. 3.13). Jesus recomenda que se deve ir ao encontro do próximo, com a intenção de acabar com a inimizade (Mt. 18. 15-17).
Aproveitar (ou criar) oportunidade para reconciliação (v.25)
O texto adverte que isso deve ser feito de modo urgente. É necessário uma procura urgente para se reconciliar, porque sobre o pecado pesa o julgamento. A inimizade precisa ser eliminada rapidamente, pois pode chegar para uma época que não haverá mais oportunidade para reconciliação (Mt. 5. 25,26).
Pode ocorrer o caso de se tentar a reconciliação e a outra não requer. Porém, nunca devemos deixar de fazer a nossa parte. Além disso, devemos acatar as orientações de Romanos 12. 16-21.
O VALOR DOS RELACIONAMENTOS SEM INIMIZADES
O ensino do mestre é completo, pois, além do diagnóstico e das diretrizes para a solução do problema da inimizade, ele conclui apresentando alguns dos benefícios de uma vida cristã isenta de inimizades:
Vida de culto que agrada a Deus (v.24)
Quando Jesus se refere a oferta, ele fala a respeito de culto. Seu ensino refere-se a um culto sincero, verdadeiro, onde o mais importante é um adorador de bem com Deus e com o seu próximo. O que Deus deseja é: “antes misericórdia do que sacrifício” (Mt. 9.13).  por conseguinte ele ordena “deixar a oferta” e correr para se reconciliar com o semelhante. A inimizade, com certeza, constitui-se em um obstáculo á vida de culto e oração. (Mc. 11. 25,26).
Vida isenta de julgamento (v. 25,26).
O texto é claro em afirmar que, se não houver a eliminação do mal da inimizade, haverá julgamento, ou seja, dura condenação. Portanto, uma vida de inimizade é passível de severo julgamento. Aos Coríntios, o apóstolo Paulo recomendou a busca da reconciliação entre os irmãos, sem a intervenção dos tribunais humanos, para que não ocorra a condenação (I Co. 6.6-8). Nesse texto, pulo declara que o fato de haver demandas entre os irmãos já é completa derrota.
Fortalecimento da vida comunitária.
Os cristãos, conforme Atos dos apóstolos, deixaram os exemplos de um estilo de vida caracterizado pela união, amizade e solidariedade (At. 2. 44,45; 4. 32).
Jesus declarou: “Todo reino dividido contra si mesmo ficará deserto, e toda cidade ou casa dividida contra si mesma não subsistirá” (Mt. 12.25).
É oportuna a declaração do salmista: “oh! Como é bom e agradável viverem unidos os irmãos”(...) Ali derrama o Senhor a sua benção e a vida para sempre” (Sl. 133). 
REFLEXÃO PESSOAL
Você acha que o culto que você tem prestado à Deus tem sido agradável a Ele?
Como você age para dissipar as inimizades: criando condições para resolver a questão, ou, deixando que o tempo se encarregue disso? De acordo com a Bíblia, a sua estratégia está correta?
Pelo exposto nesse estudo, você se sente à vontade para orar como Jesus ensinou: “Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como temos perdoado aos nossos devedores”?
O presente estudo foi editado pela Editora Didaquê, sendo o autor do mesmo o Rev. Dionel Faria.

Mentira


MENTIRA
Cl 3. 5-11
Será que é necessário dizer a verdade em qualquer situação?
A retenção da verdade é, necessariamente, uma mentira?
O filosofo Aristóteles distingue duas espécies fundamentais de mentira: “jactância que consiste em exagerar a verdade; e a ironia, que consiste em diminuí-la. Nestes dois casos não se trata de simples mentira, mas de vícios mais graves”.
Conforme os dicionários, mentira é engano, impostura, fraude, falsidade, erro, ilusão, juízo falso, fábula, ficção etc. mentir é contar ao próximo aquilo se sabe que é falso, como sendo verdadeiro. É interessante que há no calendário popular o “dia da mentira”.
O pior é que a mentira faz parte do cotidiano de muitas pessoas, de uma forma até costumeira ou inconsciente, tornando-se um costume, um hábito negativo, gerando sérios prejuízos.
Paulo, dirigindo-se aos cristãos em colossos, que estavam ameaçados por ensinos errôneos difundidos pelos falsos mestres (Cl. 2. 16-23). Apresenta verdades de suma importância, em forma de mandamentos, dentre as quais se encontra esta: ”Não mintais uns aos outros”, (v.9). esta recomendação está inserida no contexto do “Novo homem que se refaz para o pleno conhecimento , segundo a imagem daquele que o criou” (v. 10). O apóstolo realça, neste trecho bíblico, uma série de imperativos relativos a conduta cristã, convocando a cada um mostrar na prática, que o cristão está morto para o pecado e vivo para Deus. O desejo e as orientações paulinas dizem respeito àqueles que haviam se convertido do paganismo e que, agora, deveriam revelar uma nova vida, colocando em prática aquela profissão de fé no ato da conversão (Cl. 2.13). é nesse sentido que ele fala sobre “Fazer morrer a natureza terrena”, e “E se despojar” e “se despir do velho homem com seus feitos”, pois agora a vida não é mais como noutro tempo (vv. 8,9). Na língua original, a ideia paulina refere-se ao ato de despir e o ato de vestir. Isso porque os cristãos são convocados a demonstrar que não pertencem mais ao “reino das trevas”, mas sim, que foram “transportados para o reino do Filho” (Cl. 1.13). trata-se do grande desafio de renunciar a vida antiga, ou seja, abrir mão dos velhos hábitos  viver agora, de modo novo. Nesse contexto, ele menciona, de modo inicial, o mandamento não “Não mintais”.
Esse mandamento, que ocorre também em Ef. 4.25, é o assunto central deste estudo, o qual tem como objetivo mostrar o cristão, que é nova criatura, precisa ter uma postura diferente, eliminando qualquer tipo de mentira em sua vida, revelando-se uma pessoa comprometida com a verdade.
1. Tipos de mentira
Olhando para a própria Bíblia, verificamos a menção de alguns tipos de mentira, os quais são obstáculos que precisam ser transpostos:
Falsas acusações contra o próximo (Pv. 6. 16-19; Mt. 5.11);
“Mentirinhas” , ou meia verdade (At. 5.34);
Enfeitar ou exagerar a verdade (Pv. 30.6);
Gabar-se de atitudes que não foram executadas (Pv. 25.14);
Desculpar o pecado praticado (Pv. 17.15);
Brincadeiras enganosas e que prejudicam o próximo (Pv. 26. 18,19);
Deixar de cumprir as promessas feitas a Deus e ao próximo (Ec. 5.4-6; Tg 5.12);
Inversão da verdade divina (Rm. 1.25).
Entretanto, aqui é necessário focalizar alguns casos bíblicos onde a mentira parece justificada, apesar de tudo. Este é um assunto de difícil compreensão, mas que precisa ser mencionado num estudo como este: no caso de Abrão, quanto a Sara ser sua irmã (Gn. 12.20); no caso de Raabe, para proteger os espias de Israel (Js. 2.3-6); e no caso das parteiras do Egito, visando proteger as crianças dos hebreus (Êx. 1.15-22). Estes são alguns tipos especiais de mentira, considerado como exceções por serem considerados como “choque de mandamentos”. Essas são mentiras aparentemente justificáveis pelo motivo de salvar vidas e defender os interesses nacionais. Esses casos especiais não servem de regra geral, mas precisam ser citados, pois estão relatados na palavra de Deus, que é um livro verdadeiro e autêntico. Ninguém deve usar esses exemplos como desculpas para justificar suas mentiras.
É preciso ser vigilante nesta área, pois uma mentira sempre leva a outras mentiras, isso para que se encubra a primeira. Porém, seja qual for o tipo de mentira, ela deve ser enquadrada neste mandamento: Não mintais.
2. Prejuízos da mentira
São vários os prejuízos que a mentira provoca, e aquele que profere mentiras não escapa deles (Pv. 19.5). torna-se impossível mencionar todos eles, mas é preciso destacar os seguintes:
2.1 Prejudica o relacionamento com Deus – Deus é verdadeiro e abomina a mentira, pois Ele é a própria verdade (Jo 17.3). Ele não pode mentir (Hb. 6.18). A Bíblia afirma que Jesus é a verdade (Jo 14.6) e que o Espírito Santo é o Espírito da verdade (Jo. 16.13). portanto, quando a mentira prevalece, o relacionamento com Deus fica prejudicado. O profeta Isaias disse que os pecados fazem separação entre as pessoas e Deus (Is 59. 2,3). É impossível relacionar-se bem com Deus, usando a mentira.
2.2 Dificulta o relacionamento com Deus – a mentira possui a faculdade de colocar as pessoas em situações conflituosas. Ela promove inimizades, contendas e separações. Muitos relacionamentos interpessoais estão quebrados por causa da mentira (Pv 25.18,19,28). A mentira provoca a perda de confiança mútua, prejudicando o bom relacionamento com o próximo. Isso ocorre entre muitas pessoas, que chegam até a dizer: “Agora eu não confio mais em ninguém. Eu não confio mais em você”. Conforme o comentarista Ralph P. Martin, “A mentira leva ao rompimento da comunhão com Cristã, porque engendra a suspeita e a desconfiança, e assim destrói a vida em comum no corpo de Cristo, mediante a qual somos membros uns dos outros”.
2.3 Destrói o próprio mentiroso – Com certeza, o prejuízo mais drástico é o que causa a morte. Isso está claríssimo no episódio bíblico de Ananias e Safira. Este era um casal, até certo ponto bem intencionado. Mas, devido a prática da mentira, ele tombou morto aos pés de Pedro (At 5. 1-11). A palavra profética de Oséias apresenta um povo rebelde, corrupto e mentiroso, e, por causa disto, ele declara: “a terra está de luto” (Os 4.13).
Quantos tentam adquirir riquezas utilizando a mentira como sua arma principal! Mas a Bíblia diz que isso é laço mortal (Pv 21.6). aqui está a seriedade deste delito, levando à morte e ao castigo final (Ap. 21.8; 22.15).
3. A verdade no lugar da mentira
O ensino central desse estudo reside aqui, pois a vontade de Deus, os princípios bíblicos e aquilo que promove a felicidade entre o povo de Deus, é que a verdade reine absoluta. O sábio Salomão disse que os lábios mentirosos são abomináveis ao Senhor (Pv 6. 16-19; 12.22). Paulo oferece seu exemplo pessoal, declarando “não minto” (Gl 1.20). Jesus disse com clareza, que a palavra do cristão é esta: “sim, sim; não, não” (Mt 5.37). é bom lembrar que a recomendação paulina quanto ao perfil de um oficial de igreja tem muito a ver com uma vida integra, verdadeira e sem falsidade; ele diz que os diáconos devem ser de uma só palavra (1 Tm 3.8).
Fica evidente que toda pessoa que se chama pelo nome de cristão possui o dever de refletir a natureza e o caráter de Deus que é verdadeiro, e não a imagem de Satanás, o enganador e o pai da mentira (Jo 8.44). Deus escolhe cada um para ser semelhante a imagem de seu Filho (Rm 8.29).
Quando a mentira dá lugar a verdade é possível perceber:
Paz com Deus, com os outros e consigo mesmo;
União, amor e alegria na igreja;
Pleno funcionamento do corpo de Cristo;
Autoridade e capacitação para se pregar o evangelho ao mundo
Progresso humano e preservação da vida.
Finalmente, não se pode esquecer que é impossível se esconder de Deus. Ele sabe e ouve tudo o que se fala. Por isso, mais cedo ou mais tarde, a mentira será descoberta (Pv 12.19).
Reflexão pessoal
1. Você tem cumprido a recomendação de Cl 3.9, contribuindo assim, com o bem-estar de sua comunidade?
2. Você já enfrentou alguma situação em que teve dificuldade para falar a verdade? Como reagiu? A sua atitude foi a correta?
Segunda
Terça
Quarta
Quinta
Sexta
Sábado
Domingo
Sl 15
At 5. 1-11
Rm 16. 17-20
Ef 4. 25-32
1 Jo 1. 5-10
1 Jo 2. 1-24
Ap. 21.8

O presente estudo foi editado pela Editora Didaquê, sendo o autor do mesmo o Rev. Anderson Sathler.

Maledicência


MALADICÊNCIA
Tg. 4. 11,12
Você acha que falar mal dos ouros pode se transformar-se num hábito?
Há algum problema nisso?
A maioria dos problemas enfrentados numa comunidade tem a ver com a maledicência.
O ser humano é a única criatura com a capacidade de articular as palavras. Ele se comunica através da fala. Isto é uma benção! Contudo, o que é benção pode transformar-se em maldição. Dependendo do uso.
Um estudo mais acurado mostrará, com clareza, a intensidade do ensino das Escrituras quanto a essa questão. Uma advertência seríssima vem do próprio Senhor Jesus Cristo, no sermão da montanha (Mt. 5. 21-22). É preciso ter cuidado com a maledicência? A Bíblia afirma que, se alguém consegue controlar sua língua, consegue controlar todas as outras partes de sua personalidade. (Tg. 3.2).
A maledicência é proibida
Nem sempre pensamos em maledicência como algo proibido na lei (Lv 19.11,16). Nos Salmos (Sl 34.13), nos profetas (Zc 8.16,17) nos evangelhos (Mt 5.22) nas epistolas (Ef4.25,29; Tg 3.1-12) encontramos orientações, admoestações e proibições quanto a maledicência. Estamos diante de algo que Deus proíbe e abomina. Sabemos que a linguagem é um meio fantástico para a comunicação entre as pessoas, porém é por demais perigosa. Ela pode construir, mas também pode destruir. Pode abençoar, mas também pode amaldiçoar. (Tg 3.10)
Maledicência é difamação de alguém: falar mal de alguém – postura condenada por Tiago (Tg 4.11). Vale registrar o que disse o comentarista William Hendriksen, afirmando que “o Cristianismo não é uma religião do mero “não fazer” e os crentes não devem se contentar em ser meros zeros. Em lugar disso, devem imitar o exemplo de seu Mestre, cujas palavras eram tão cheias de graça, que as multidões se maravilhavam (Lc 4.22)”.
Por que será que Deus proibiu a maledicência? Certamente porque ele sabe dos prejuízos que ela pode causar na vida de um povo ou de uma família. É bom lembrar que, quando nosso Senhor interpreta a lei, ele introduz um novo conceito de “não matarás”. Podemos trazer a morte ao nosso próximo, apenas com o mal uso de nossa língua. Tomemos cuidado, pois a maledicência mata.
A maledicência torna vã a religião
“ Se alguém supõe ser religioso, deixando de refrear a língua, antes, enganando o próprio coração, a sua religião é vã” (Tg 1.26). O cristão que deixa de refrear a sua língua engana o seu próprio coração, perdendo a autenticidade de sua espiritualidade.
A espiritualidade do individuo e a da comunidade cristã não se mede pela intensidade das praticas devocionais. Não é pelo tempo gasto com oração e jejuns. Nem mesmo pelo mero conhecimento das escrituras. Além destas praticas devocionais. Não é pelo tempo gasto com oração e jejuns. Nem mesmo pelo mero conhecimento das escrituras. Além destas praticas, a espiritualidade é evidenciada e validada por uma linguagem sadia. Como diz Paulo, uma linguagem “agradável, temperada com sal, para saberdes como deveis responder a cada um” (Cl 4.6; ver também Cl 3.16).
Euclides Martins Balancin comenta que “o verdadeiro culto é a entrega de si mesmo a Deus para viver a justiça na pratica, não difamar o próximo”.
Toda a pratica religiosa cai por terra com a prática da maledicência . Tiago detecta a incoerência de uma linguagem (religiosa) que bendiz a Deus, mas amaldiçoa os homens – criados à semelhança de Deus (Tg 3.9). Não adianta ser membro assíduo de uma igreja , freqüentar os cultos, ser um dizimista fiel, cantar no “louvor” da igreja. Tudo isso perde o valor e o sentido se não conseguimos refrear nossa língua quanto a maledicência (Tg 3.10).
A maledicência produz conseqüências desastrosas
Numa comunidade cristã, uma pessoa “linguaruda” causará terríveis danos à saúde da igreja. Como já foi dito , a língua tem um potencial destruidor. A maledicência atinge o ser humano por inteiro.
É necessário refletir cobre os pecados da língua e sobre o nosso dever de refreá-la. O apostolo Pedro, citando e interpretando o Salmo 34, revela o segredo para aqueles que desejam ver dias felizes: guardar a língua do mal, ou seja, evitar a maledicência e falar sempre a verdade. (I Pe 3.10).
Destruição, intrigas, inimizades, invejas, ira, fofocas são conseqüências desastrosas que podem surgir numa comunidade, se não atentarmos cuidadosamente sobre a nossa maneira de falar. Igrejas são divididas, famílias são desfeitas, amizades são destruídas, guerras surgem por causa de um mal uso da capacidade de articular as palavras. É bom refletir antes de falar (Tg 1.19). Nossas palavras, se proferidas maldosamente, têm conseqüências desastrosas. Sejamos cuidadosos (II Tm 2.16,17).
A maledicência pode ser vencida
Embora Tiago mostre que a língua “ é mal incontido, carregado de veneno mortífero” (Tg 3.8), cremos que a maledicência pode ser vencida. O Espírito Santo, nosso Ajudador, auxilia-nos no cumprimento dos preceitos da Lei do nosso Deus. Temos as Escrituras e seus numerosos ensinamentos Sejamos “ praticantes da Palavra, e não apenas ouvintes” (Tg 1.22). Apropriemo-nos de suas verdades, de “tudo o que é verdadeiro, tudo que é respeitável, tudo que é justo, tudo que é puro, tudo que é amável, tudo que é de boa fama” (Fp4.8). Com certeza, esta apropriação nos auxiliara a evitar cometer o pecado da maledicência.
Ademais, temos o exemplo maior, nosso Senhor Jesus Cristo. “Jamais alguém falou como este homem” (Jo 7.46). Aprendamos com ele, pois seu exemplo e sua vida nos garantem que a maledicência pode ser vencida. Nosso Senhor nunca precisou pedir desculpas por uma palavra mal colocada. Ele nunca cometeu equívocos quanto à sua fala.
Portanto, concluímos que a maledicência pode ser evitada e deve ser vencida por aqueles que têm um compromisso genuíno com o Senhor Jesus Cristo.
Que nosso linguajar demonstre nosso fiel compromisso com o Senhor. Lembremos que a maledicência é pecado condenado por Deus. Ao ser praticada ela, se praticada por aqueles que professam a fé no Senhor Jesus, torna inútil esta profissão de fé. Ela produz conseqüências terríveis para as pessoas nos seus relacionamentos. E, por fim, cremos fervorosamente que pode ser vencida com a preciosa ajuda do Espírito Santo de nosso Senhor.
Segunda
Terça
Quarta
Quinta
Sexta
Sábado
Domingo
Sl 15
Sl 34
Sl 141
Pv 18. 6-21
Ec. 5. 1-7
Tg 3
1 Pe 3. 8-12
O presente estudo foi editado pela Editora Didaquê, sendo o autor do mesmo o Rev. Ailton Gonçalves Dias Filho.