domingo, 5 de junho de 2011

Sermões na Epístola de Tiago


A FÉ GENUÍNA TEM O FRUTO DAS  BOAS-OBRAS
Rev. Fábio Henrique do Nascimento Costa
INTRODUÇÃO
Existem dois meios pelos quais um homem pode perder sua alma. Quais são eles?
Ele pode perdê-la por viver e morrer sem nenhuma fé. Ele pode viver e morrer como um animal, ímpio, ateisticamente, sem a graça e incrédulo. Este é um caminho seguro para o inferno.
Ele pode perder sua alma por aceitar determinado tipo de fé. Ele pode viver e morrer contentando-se com um cristianismo falso e descansando numa esperança sem fundamento. Este é o caminho mais comum que existe para o inferno.
O que quero dizer com fé inútil?
uma fé é totalmente inútil quando Jesus Cristo não é o principal objeto e não ocupa o lugar principal
ELUCIDAÇÃO
Um dos textos mais discutidos do NT é Tg 2. 14-26. Por alguns acharem que Tiago está ensinando a justificação por obras e não pela fé somente.
Mas, não passa de um engano, porque Paulo e Tiago estão falando e ensinando a mesma coisa de forma diferente.
A diferença é que Tiago está ensinando que a fé tem que nos levar a uma vida de prática a fé que verbalizamos.
TEMA: A FÉ GENUINA TEM O FRUTO DAS BOAS-OBRAS
DESENVOLVIMENTO
Ø DEFINIÇÃO DE BOAS-OBRAS: Boas obras são somente aquelas que Deus ordena em sua santa palavra, não as que, sem autoridade dela, são aconselhadas pelos homens movidos de um zelo cego ou sob qualquer outro pretexto de boa intenção. Mq. 6.8; Mt. 15. 1-9.
Ø Estas boas obras, feitas em obediência aos mandamentos de Deus, são o fruto e as evidências de uma fé viva e verdadeira; por elas os crentes manifestam a sua gratidão, robustecem a sua confiança, edificam os seus irmãos, adornam a profissão do Evangelho, tapam a boca aos adversários e glorificam a Deus, cuja feitura são, criados em Jesus Cristo para isso mesmo, a fim de que, tendo o seu fruto em santificação, tenham no fim a vida eterna.
Ø O LUCRO DO AUTO-ENGANO É A PERDIÇÃO! V. 14
Ø Meus irmãos a primeira parte deste parágrafo, mais precisamente o verso 14, Tiago irá tratar um problema muito sério que se instalou no meio da igreja a qual ele escreveu.
Ø E o problema detectado por Tiago era justamente porque havia indivíduos cometendo erros a respeito da verdadeira conversão, ou seja, as sua práticas não estavam condizendo com aquilo que professavam. Havia uma distância quilométrica entre a fé e a obra.   
Ø E podemos afirmar que Tiago realmente tinha isso em mente quando escreveu?  
Ø le,gh| verbo subjuntivo presente ativo 3ª pessoa do singular: Dizer; falar
Ø e;ch| verbo subjuntivo presente ativo 3ª pessoa do singular: Ter, possuir
Ø Tiago coloca o verbo no modo subjuntivo, na terceira pessoa do singular. Isso indica que o falante considera o subjuntivo o fato como uma possibilidade, um desejo um receio, mas nunca um fato concreto. E a terceira pessoa corresponde a pessoa de quem se fala. E o tempo presente do subjuntivo na língua grega é uma ação linear, isto é, uma ação continua duradoura, não um ato isolado.  
Ø De forma bem direta gostaria de elencar alguns erros sobre conversão:
Ø Conversão não é apenas confessar o cristianismo: Pois cristianismo é muito mais que um nome.
Ø Conversão não se reveste apenas do sinal do batismo: Pois Ananias e Safira foram batizados, assim como as demais pessoas.
Ø A conversão não se fundamenta apenas na justiça moral: Pois sendo assim a justiça dos escribas e fariseus estava correta. Não que condeno a moralidade, mas não devemos descansar nela.
Ø A conversão não consiste numa conformidade exterior às normas de piedade.  É certo que os homens podem ter uma aparência de piedade, mas, sem eficácia (2 Timóteo 3:1-5  Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis,  2 pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes,  3 desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem,  4 traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus,  5 tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder. Foge também destes.).
Ø A conversão não é apenas o aprisionamento da corrupção mediante a educação, mediante as leis humanas ou pela força da aflição: É comum e fácil confundir-se educação com graça; mas se isso fosse suficiente, que homem haveria melhor que Joás?  II Cr. 24. 1-22. Enquanto seu tio Jeoiada viveu, ele se mostrou fiel ao Senhor. Contudo, quando seu tio morreu a sua obediência era resultado de uma boa educação durante o tempo em que o seu bom tutor viveu, revelando que era apenas um lobo enjaulado.
Ø Em suma, a conversão não consiste em iluminação, ou convicção, ou mudança superficial, ou reforma parcial: Uma coisa é alvoroçar o pecado somente por convicções; outra coisa é crucificá-lo pela graça da conversão. Pelo fato de terem a consciência atormentada pelos pecados, confundindo miseravelmente a convicção com a conversão. Porque entre estes inclui-se também Caim, passaria por convertido, andando pelo mundo, para cima e para baixo, como um homem enlouquecido, sob a fúria de uma consciência culpada, até que ele sufocou , dedicando-se a construção e aos negócios.
Ø outros por sua vez, por terem deixado seus caminhos devassos, as más companhias e alguns prazeres em particular, se transformando em uma pessoa sóbria e civilizada pensam que agora são convertidos.
Ø Meus irmãos essas são alguns dos enganos que as pessoas que não mostram o fruto da boa-obra, e que vivem no meio da igreja, levando uma vida espiritual relaxada, e sem a prática das boas-obras.
Ø Mas, o que é realmente conversão?
Ø A conversão pode ser definida como o ato consciente de uma pessoa regenerada, no qual volta-se para Deus em arrependimento e fé. Isso envolve um duplo desvio: 1. Para longe do pecado; 2. Na direção do serviço de Deus.
Ø SUA FÉ É VERDADEIRAMENTE GENUINA? V. 15-17
Ø Meu irmão a conversão consiste na mudança completa do coração e da vida. E devemos ter o conhecimento que a verdadeira conversão é tanto interna quanto externa.
Ø A causa interna: é somente e pela livre  graça de Deus Tg. 1.18, pois a conversão modifica e balança a mente de forma que todos os seus interesses e ações sobrepuja os interesses carnais e mundanos. Ela abre os olhos da mente, derruba as escalas de sua ignorância nativa e conduz os homens das trevas para a luz.
Ø A conversão modifica a inclinação da vontade: tanto quanto os meios como quanto o fim. As intenções da vontade são alteradas. Agora os homens tem novos alvos e projetos. Agora ele almeja a Deus acima de tudo, e não deseja, nem almeja coisa alguma neste mundo, senão que Cristo seja engrandecido nele. Considera-se mais feliz do se tivesse tudo que a terra pudesse lhe oferecer, desejando ser útil a Cristo e glorificá-lo: o alvo que ele aspira é este: que o nome de Jesus possa ser engrandecido no mundo através de sua vida.
Ø A conversão muda a inclinação dos sentimentos: estes correm em um novo canal. O Jordão agora tem o ser curso recuado, e as águas correm ao contrário do curso natural. Cristo é  a esperança do Cristão. Seu principal tesouro não é o ouro e sim a graça. Ele anseia por ela a busca como o tesouro mais precioso da sua vida.
Ø A CAUSA EXTERNA: é o mérito e a intercessão do bendito Senhor Jesus Cristo, Ele obteve dons para os que eram rebeldes e é através dele que Deus opera em nós aquilo que é agradável aos Seus olhos. E é por meio dele que Deus derrama todas as bênçãos nos lugares celestiais.
Ø Nossos membros são santificados: estes que antes eram instrumentos do pecado, agora se tornaram instrumentos santificados no templo vivo de Cristo. (1 Corinthians 6:15  Não sabeis que os vossos corpos são membros de Cristo? E eu, porventura, tomaria os membros de Cristo e os faria membros de meretriz? Absolutamente, não. 1 Corinthians 6:19-20  Acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos?  20 Porque fostes comprados por preço. Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo.)
Ø A vida e a prática. O novo homem sugue um novo curso (Efésios 2:1-3  Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados,  2 nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência;  3 entre os quais também todos nós andamos outrora, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais.). logo sua conversão é celestial (Fp 3:20  Pois a nossa pátria está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo,) logo que Cristo o chama, através da sua graça eficaz, ele imediatamente se torna seu seguidor. . após lhe dar um novo coração e escrever sua lei em sua mente, daí em diante o homem passa a andar nos seus estatutos e guarda os seus mandamentos.
Ø Embora o pecado possa habitar nele. É um hóspede enfadonho e indesejado – mas, não tem mais domínio sobre ele. Agora ele têm os frutos da santidade e ainda que cometa muitos erros, a lei e a vida de Jesus são os seus padrões e nutrem nele um sincero respeito por todos os mandamentos de Deus.
APLICAÇÃO
Ø O primeiro conserto que temos de fazer é quanto aos que nasceram em lar evangélico. Vocês precisam provar da genuína conversão.
Ø O segundo é com relação aos que não são crentes vocês devem entregar-se a Cristo já.
Ø Terceiro são aqueles que se enganam ao afirmar que são crentes, sem, contudo não terem uma vida de prática das boas-obras. Arrependa-se enquanto estás perante o Senhor.
Ø Quarto quero tratar os crentes que estão incluso em algum aspecto dos mencionados acima, e deixam a desejar quanto a vida prática da fé a qual vocês professam. Confesse e deixe para que alcanceis misericórdia.
CONCLUSÃO
É horrível não ter nenhuma fé. Ter uma alma imortal confiada ao seu cuidado e negligenciá-la, é terrível. Porém, não menos terrível, é estar contente com uma fé que não lhe pode fazer nenhum bem.
Não permita que esse seja seu caso.


Sermões na Epístola de Tiago


ACEPÇÃO É A QUEBRA DO SEXTO MANDAMENTO
Tg. 2. 8-13
Rev. Fábio Henrique do Nascimento Costa
INTRODUÇÃO
Existe um fluxo para a História e Cultura. E o modo de pensar das pessoas é o fundamento e a fonte deste fluxo. As pessoas são únicas no mundo interior da mente – o que elas são em seu mundo de pensamentos determina como elas agem. Isso é verdade tanto para o seu conjunto de valores quanto o é para sua criatividade. É verdade para suas ações coletivas, como para as suas ações políticas (Habilidade no trato das relações humanas, com vista à obtenção dos resultados desejados.), e é verdade para a sua vida pessoal. Isso se chama cosmovisão.
Todas as pessoas têm seus pressupostos, e elas vão viver do modo mais coerente possível com estes pressupostos, mais até do que elas mesmas se dão conta. Por pressupostos entendemos a estrutura básica de como a pessoa encara a vida, sua cosmovisão básica, o filtro através do qual ela enxerga o mundo. o pressuposto apóia-se naquilo que a pessoa considera verdade acerca do que existe. Os pressupostos fornecem a base para seus valores e, em conseqüência disto, a base para suas decisões. “Ou seja, assim como o homem pensa assim o homem é”. Um indivíduo não é o mero produto de forças ao seu redor.  Francis Schaefer
ELUCIDAÇÃO
E Tiago antes de escrever esses versos prepara o terreno trazendo alguns ensinamentos antes de nos mostrar qual é a nossa cosmovisão cristã. Sendo eles: a respeito do ouvinte negligente 1. 22-25; o contraste entre a verdadeira e a falsa religião 1.25,27; o problema da acepção de pessoas; inversão dos valores eternos pelos temporais 2. 5-7; e por fim chega nos versos em que Tiago irá nos ensinar a como viver sob as leis do Reino ao qual pertencemos.
TEMA: ACEPÇÃO É A QUEBRA DO SEXTO MANDAMENTO
DESENVOLVIMENTO
CONCEITO DE PACTO
A palavra que a Escritura usa para o pacto é de pouca ajuda em determinar a idéia escriturística do pacto. A derivação da palavra בּרית (berith) do Antigo Testamento é incerta. Alguns pensam que a palavra é derivada de um termo que significa “cortar”. De acordo com essa interpretação, berith está conectado com o costume de cortar os animais do sacrifício pelo meio e colocar as metades umas defronte das outras quando um pacto era concluído, para que as partes pactuais pudessem passar entre os pedaços daqueles animais sacrificiais como um sinal e juramento da fidelidade delas. Quando o Senhor concluiu seu pacto com Abraão, de acordo com Gênesis 15:9-17, ele se adaptou a esse costume.
Contudo, de acordo com essa passagem em Gênesis, somente o Senhor passou pelos pedaços dos animais sacrificiais; Abraão não o fez. Isso pode apenas significar que o Senhor não concluiu ou contratou um pacto com Abraão, mas simplesmente o estabeleceu. Esse é o ensino real da Escritura. Deus estabelece seu pacto. O pacto é seu. Nunca o homem se torna uma parte com Deus na conclusão de um pacto. Essa é a natureza do pacto. Como pode a criatura ser uma parte ao lado do seu criador? Como pode o homem, que não possui absolutamente nada de si mesmo, que deve receber tudo de Deus, alguma vez aparecer como uma parte contratante em relação ao Altíssimo?
OS TRÊS USOS DA LEI.
Ø Sobreveio a lei para que avultasse a ofensa; mas onde abundou o pecado, superabundou a graça. Calvino aponta para esse papel da lei diante da realidade do homem caído. Sendo o pecado abundante, vivemos no tempo em que a lei exerce o “ministério da morte” (2 Co 3.7) e, por conseguinte, “opera a ira” (Rm 4.15).
Ø É a função da lei que restringe o pecado humano, ameaçando com punição as faltas contra ela mesma.
Ø Esse uso da lei só é válido para os cristãos — ensina-os, a cada dia, qual a vontade de Deus. Segundo o texto de Jeremias 31.33, a lei de Deus seria escrita na mente e no coração dos crentes: Porque esta é a aliança que firmarei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o SENHOR: Na mente, lhes imprimirei as minhas leis, também no coração lhas inscreverei; eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo.
Ø ACEPÇÃO QUEBRA A LEI DO REINO AO QUAL PERTENCEMOS v. 8-11
Ø Tiago aqui enquadra os que cometem discriminação como transgressores do sexto mandamento.
Ø Ele inicia com um contraste entre a coisa certa a fazer, que é amar o próximo, e a coisa errada, que é cometer acepção.
Ø Sendo que o apóstolo coloca a condição de cidadãos do reino e a legislação do mesmo. observais a lei régia, ele usa um adjetivo atributivo a lei. Isto é, esta lei é uma lei que vem de um rei, de um soberano que exerce autoridade sobre os seus súditos. E assevera se amais o te próximo fazes bem.
Ø No entanto, ao fazer o tratamento diferenciado os judeus cristãos estavam cometendo delito. Tiago não vê o preconceito contra o pobre como algo normal, mas como a quebra do sexto mandamento e um desvio do padrão divino de justiça.
Ø Os judeus – cristãos estavam com a mesma interpretação que os fariseus faziam da lei. Ou seja, transformaram a religião verdadeira do Antigo Testamento, que nada mais era do que o evangelho em sombras, numa religião legalista, na qual a observância das obras da lei era vista como exterior e possível.  
Ø Por isso Tiago os adverte no verso 10. Qualquer que tropeçar em um dos dez mandamentos será condenado da mesma forma se quebrasse os dez. sendo o objetivo principal de Tiago nesse verso é mostrar que nenhum mandamento deve ser deixado de observar em tempo algum. Porque esse mesmo mandamento desvenda os olhos do nosso coração para conhecermos qual é a vontade de Deus, e como devemos viver como povo do pacto Jr. 31. 31-33
Ø E, expondo o sexto mandamento da mesma forma em que Cristo o seu meio – irmão trouxe a verdadeira interpretação deste mandamento em Mt. 5. 21-22.  
Ø 136. Quais são os pecados proibidos no sexto mandamento? 
Os pecados proibidos no sexto mandamento são: o tirar a nossa vida ou a de outrem, exceto no caso de justiça pública, guerra legítima, ou defesa necessária; a negligência ou retirada dos meios lícitos ou necessários para a preservação da vida; a ira pecaminosa, o ódio, a inveja, o desejo de vingança; todas as paixões excessivas e cuidados demasiados; o uso imoderado de comida, bebida, trabalho e recreios; as palavras provocadoras; a opressão, a contenda, os espancamentos, os ferimentos e tudo o que tende à destruição da vida de alguém. 
Ø Que há convosco que esmagais o meu povo e moeis a face dos pobres? -- diz o Senhor, o SENHOR dos Exércitos. Is. 3.15
Ø Isaias 42:1-6  Eis aqui o meu servo, a quem sustenho; o meu escolhido, em quem a minha alma se compraz; pus sobre ele o meu Espírito, e ele promulgará o direito para os gentios.  2 Não clamará, nem gritará, nem fará ouvir a sua voz na praça.  3 Não esmagará a cana quebrada, nem apagará a torcida que fumega; em verdade, promulgará o direito.  4 Não desanimará, nem se quebrará até que ponha na terra o direito; e as terras do mar aguardarão a sua doutrina.  5 Assim diz Deus, o SENHOR, que criou os céus e os estendeu, formou a terra e a tudo quanto produz; que dá fôlego de vida ao povo que nela está e o espírito aos que andam nela.  6 Eu, o SENHOR, te chamei em justiça, tomar-te-ei pela mão, e te guardarei, e te farei mediador da aliança com o povo e luz para os gentios;
Ø Mateus 12:20  Não esmagará a cana quebrada, nem apagará a torcida que fumega, até que faça vencedor o juízo.
Ø A INCOMPATIBILIDADE DOS QUE AFIRMAM SEREM CIDADÃOS DO REINO CELESTIAL COM A PRÁTICA DA PARCIALIDADE v. 12,13
Ø Nesses dois versos Tiago lembra aos seus leitores que serão julgados de acordo com a atitude que tiveram com as pessoas.
Ø Tiago fala aqui de forma geral aos membros da igreja cristã espalhada pela diáspora. Ele não sabe quais dentre eles são os verdadeiros cristãos. Portanto ele faz uma série de advertências gerais acerca da perseverança, da coerência entre falar e agir, entre o crer e o fazer, entre o ouvir e o praticar, coisas que identificam o verdadeiro cristão.
Ø E por fim ele traz de forma clara o que vinha preparando já algum tempo para os auto – enganados. Que a prática da fé deles é vazia, morta e sem prática eles estavam sob a condenação de um juízo certo e severo, reservado para os hipócritas e falsos professos. Mas, para os que são misericordiosos alcançaram misericórdia como ensina o próprio Cristo nas bem – aventuranças Mt. 5.7. Ensinando também que ele está tratando da lei da recompensa ou retribuição, que é o modus operandi do julgamento final.
APLICAÇÃO
Ø Se vocês fazem parte do Reino celestial (12 Falai de tal maneira e de tal maneira procedei como aqueles que hão de ser julgados pela lei da liberdade.)
CONCLUSÃO
Portanto, quero lhe perguntar? De qual o reino você faz parte, mostre isso através de sua cosmovisão, a qual estão baseado os seus pressupostos.



Sermões na Epístola de Tiago


O EFEITO DA PARCIALIDADE É A TROCA DOS VALORES ETERNOS PELOS TEMPORAIS
Rev. Fábio Henrique do Nascimento Costa
Tg. 2. 5-7
INTRODUÇÃO
Vida
Alexandre era filho de Filipe II da Macedônia e de Olímpia. Filipe, também um grande líder, trouxera toda a Grécia sob seu comando antes de ser assassinado, em 336 a.C. O jovem Alexandre cresceu em Atenas, à sombra de seu pai e do grande filósofo Aristóteles, que foi seu professor. Aos vinte anos de idade, quando já era um homem destinado à grandeza, ele sucedeu seu pai. Embora Alexandre tenha governado somente por treze anos, durante esse tempo foi capaz de construir um império maior do que qualquer outro que já havia existido.
A conquista do Império
O Império de Alexandre tinha uma dimensão majestosa. Na Europa, ia do sul da Grécia às margens do Danúbio. Na África, compreendia o Egito e parte da Cirenaica. Na Ásia, alargava-se da Índia ao mar Negro e mar Gáspío, do Mediterrâneo Oriental às proximidades do rio Indo.
Os desejos de Alexandre pouco antes da sua morte.
  1. Que seu caixão fosse transportado pelas mãos dos médicos da época;
  2. Que fossem espalhados no caminho até seu túmulo os seus tesouros conquistados (prata, ouro, pedras preciosas...);
  3. Que suas duas mãos fossem deixadas balançando no ar, fora do caixão, à vista de todos.
Um dos seus generais, admirado com esses desejos insólitos, perguntou a Alexandre quais as razões. Alexandre explicou:
  1. Quero que os mais iminentes médicos carreguem meu caixão para mostrar que eles NÃO têm poder de cura perante a morte;
  2. Quero que o chão seja coberto pelos meus tesouros para que as pessoas possam ver que os bens materiais aqui conquistados, aqui permanecem;
  3. Quero que minhas mãos balancem ao vento para que as pessoas possam ver que de mãos vazias viemos.


ELUCIDAÇÃO:
Para interpretarmos o texto que tomamos para este sermão, se faz necessário entendermos o que ele vem tratando nos parágrafos anteriores.
Nos três últimos parágrafos Tiago traz o ensino da vida prática dos seus servos. Sendo essas as práticas: ouvir e praticar; a verdadeira religião; a exortação contra o julgamento parcial.
TEMA: O EFEITO DA PARCIALIDADE É A TROCA DOS VALORES ETERNOS PELOS TEMPORAIS
DESENVOLVIMENTO:
1º Os herdeiros do Reino v. 5
Ø O que significa o reino de Deus: “O Reino de Deus significa que Deus é Rei e age na História para conduzi-la a um alvo divinamente determinado”. E como podemos perceber isso na Bíblia?
Ø Na dispensação do VT, este Reino projetava-se fracamente no reino teocrático de Israel. Mesmo na velha dispensação, a realidade desse reino achava-se somente no interior dos crentes.
Ø O reino nacional de Israel, no qual Deus era Rei, Legislador e juiz, e o rei terreno era apenas o vice-regente de Jeová. Designado para executar os seus juízos, era apenas um símbolo, sombra e tipo daquela gloriosa realidade, especialmente como estava a manifestar-se nos dias do Novo Testamento.
Ø É bom ter em mente que a expressão “reino de Deus” fundamentalmente denota uma idéia abstrata, ou seja, o governo de Deus é estabelecido e reconhecido no coração dos crentes. É assim que Deus exerce o seu reinado no tempo presente.
Ø Por outro lado, é também uma esperança futura, uma realidade escatológica. Sendo esse o mais proeminente dos dois como diz o apóstolo Pedro (2 Pedro 1:11  Pois desta maneira é que vos será amplamente suprida a entrada no reino ETERNO de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.)
Ø E é para esse reino que Deus escolheu os que estavam sendo menosprezado pelos irmãos ouvintes de Tiago.
Ø E o verbo evxele,xato verbo indicativo aoristo na voz média 3ª pessoa do singular. O significado deste verbo é escolher. O modo indicativo significa que o falante afirma algo; o aoristo no grego indica uma ação iniciada e terminada; e a voz média na terceira pessoa indica que ele praticou a ação e que ele mesmo sofreu. Ou seja, a ação de Deus foi iniciada e concluída, e Deus escolheu para Si os que para o mundo são rejeitados. Deus os amou com o amor eterno.
2º Menosprezando os herdeiros do Reino e valorizando os inimigos de Deus e nosso. v 6,7
Ø Tiago aqui denuncia a atitude de menosprezo de seus leitores para com os pobres, em contraste com a atitude de Deus em honrá-los.
Ø Tiago inicia os identificando como os autores da discriminação quando usa o pronome pessoal da segunda pessoa do plural “vós”. Não deixando de tratar o erro presente na igreja. Pois sabiam que quem menospreza o pobre menospreza o próprio Deus (Provérbios 14:31  O que oprime ao pobre insulta aquele que o criou, mas a este honra o que se compadece do necessitado.)
Ø Sendo que a atitude deles tornava-se mais evidente quando ele traz à memória dos seus ouvintes a forma como os ricos os tratam. “Que vos oprimem?”; vos arrastam para tribunais?”; “Não são eles os que blasfemam o bom nome que sobre vós foi invocado?” e mais uma vez com perguntas negativas tendo a certeza de uma resposta positiva.
Ø O termo oprimir significa literalmente dominar, e daí a idéia de explorar e, em seguida oprimir.
Ø Os ricos os arrastam para os tribunais. O costume da época, logo no início da era apostólica era arrastar os cristãos aos tribunais para se defender da acusação de traição, sedição e revolta, sendo que alguns não eram apenas condenados, mas postos a morte como afirma o próprio Tiago 5.6.
Ø O motivo pelo qual os ricos estavam arrastando os crentes pobres aos tribunais era porque eles carregavam sobre si o nome de Cristão.
Ø Eles blasfemavam o bom nome de Cristo. Blasfemar significa: falar mal, difamar, depreciar alguém com palavras. O que era uma coisa vergonhosa para uma sociedade que dava tanto valor a honra.  
APLICAÇÃO:
"Temos aprendido a voar como os pássaros, a nadar como os peixes, mas não aprendemos a sensível arte de viver como irmãos." Martin Luther King.
CONCLUSÃO:
 II Tm 4.18 O Senhor me livrará também de toda obra maligna e me levará salvo para o seu reino celestial. A ele, glória pelos séculos dos séculos. Amém!