segunda-feira, 23 de abril de 2012

Trapaça


TRAPAÇA
Gn 25. 19-34
No meio de uma cultura marcada pela trapaça, poderemos encontrar orientação segura sobre o assunto?
Se você pegar a concordância bíblica, baseada na edição Revista e Atualizada no Brasil, editada pela SBB, 1975, e procurar a palavra “trapaça”, vai ficar surpreso. Nas 1101 páginas sobre as palavras usadas nesta versão, você não vai encontrar nenhuma vez essa palavra. Uma conclusão apressada seria que a Bíblia não tem nada a dizer sobre o assunto. Puro engano!
Por outro lado, se você abrir os jornais brasileiros, ficará alarmado. Todos eles, ultimamente estão cheios de noticias de pessoas que passaram alguém para trás, que enganaram e tiraram vantagens, quer seja de particulares ou dos cofres públicos. Verdadeiras trapaças!
O professor de hebraico do Seminário Presbiteriano do Sul, em campinas afirmou que a palavra que significa trapaça seria a raiz da palavra yakob, de onde veio o nome de Jacó.
O nome de Jacó ficou associado ao conceito de “suplantador” desde o seu nascimento, ou seja, “trapaceiro”, alguém que desde o ventre materno já queria passar alguém pra trás.
1. A trapaça é obra da carne
Pela leitura de Gl 5. 19-21, percebemos que há algumas coisas que tornam a vida cristã bem difícil. Aquela galeria de obras da carne, em aberto, conforme a expressão “e coisas semelhantes”, nos leva a colocar a trapaça como uma obra da carne.
Ela é uma expressão de pecado na vida humana. Está centralizada na capacidade humana de obter resultados, baseadas na esperteza humana, na astúcia dos homens. Ela é altamente egoísta e antivalores morais. Não vê nada além da sua vontade de obter vantagem em tudo sem pensar nos meios. Como conduta ética, a trapaça pratica o princípio de que os fins justificam os meios. A trapaça é tão terrível que envolve tanto a mente quanto a alma, como afirma o comentário da Bíblia de Genebra para explicar o termo carne nas Escrituras.
2. A trapaça é contagiante
Pela vida de Jacó, vemos que ele enriqueceu trapaceando. Mas onde ia a trapaça era usada por outros contra ele. Seu próprio sogro Labão trapaceou Jacó naquilo que um homem tem de mais intimo: o amor de sua esposa. Serviu sete anos pensando em casar com Raquel, mas Labão usando de “cautela”, em vez de Raquel “lhe dava Lia”; e Jacó, trapaceiro, foi trapaceado e ficou mais 7 anos servindo Labão. Nesse ponto, é verdadeira a palavra bíblica: “pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará”.
3. A trapaça pode ser vencida
A lição maior nesse estudo é que Deus, na sua soberania e graça, pode resgatar um trapaceiro e usá-lo na realização de seus planos.
Jacó teve um encontro com Deus no vale do Jaboque. Tornou-se um homem. Começou uma nova vida de serviço e obediência ao Senhor, tornando-se o pai do povo da aliança, Israel. Nesse encontro, o velho homem foi vencido por Deus e surgiu o novo homem para o serviço de Deus. Foi tão forte o impacto deste encontro que Jacó chamou aquele lugar bendito de Peniel, afirmando: “Vi a Deus face a face, e a minha vida foi salva” (Gn 32.30).
Hoje, em nossa pátria, o povo espera melhores dias, em que a trapaça desapareça da vida brasileira. A forma do povo evangélico contribuir para isso é pregar e viver o evangelho para que novas criaturas venham exercer influencia maior na vida nacional. Essa mudança só é possível quando uma pessoa, pela fé, tem um encontro com o Senhor Jesus Cristo.
Reflexão pessoal
1. vivendo com um povo que usa a trapaça frequentemente, como pode um cristão autentico não trapacear?
2. como pode você combater a trapaça na vida política, econômica e familiar? Sua fé em Jesus Cristo está fazendo alguma coisa para mudar isso?
Segunda
Terça
Quarta
Quinta
Sexta
Sábado
Domingo
Gn 26. 8-25
Gn 28. 10-27
Gn 32. 22-32
Sl 15
Os 12. 1-6
Rm 9. 6-13
Hb 12. 14-17

O presente estudo foi editado pela Editora Didaquê, sendo o autor do mesmo o Rev. Joás Dias de Araújo.

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