TRAPAÇA
Gn 25. 19-34
No
meio de uma cultura marcada pela trapaça, poderemos encontrar orientação segura
sobre o assunto?
Se
você pegar a concordância bíblica, baseada na edição Revista e Atualizada no
Brasil, editada pela SBB, 1975, e procurar a palavra “trapaça”, vai ficar
surpreso. Nas 1101 páginas sobre as palavras usadas nesta versão, você não vai
encontrar nenhuma vez essa palavra. Uma conclusão apressada seria que a Bíblia
não tem nada a dizer sobre o assunto. Puro engano!
Por
outro lado, se você abrir os jornais brasileiros, ficará alarmado. Todos eles,
ultimamente estão cheios de noticias de pessoas que passaram alguém para trás,
que enganaram e tiraram vantagens, quer seja de particulares ou dos cofres
públicos. Verdadeiras trapaças!
O
professor de hebraico do Seminário Presbiteriano do Sul, em campinas afirmou
que a palavra que significa trapaça seria a raiz da palavra yakob, de onde veio
o nome de Jacó.
O
nome de Jacó ficou associado ao conceito de “suplantador” desde o seu
nascimento, ou seja, “trapaceiro”, alguém que desde o ventre materno já queria
passar alguém pra trás.
1.
A trapaça é obra da carne
Pela
leitura de Gl 5. 19-21, percebemos que há algumas coisas que tornam a vida
cristã bem difícil. Aquela galeria de obras da carne, em aberto, conforme a
expressão “e coisas semelhantes”, nos leva a colocar a trapaça como uma obra da
carne.
Ela
é uma expressão de pecado na vida humana. Está centralizada na capacidade
humana de obter resultados, baseadas na esperteza humana, na astúcia dos
homens. Ela é altamente egoísta e antivalores morais. Não vê nada além da sua
vontade de obter vantagem em tudo sem pensar nos meios. Como conduta ética, a
trapaça pratica o princípio de que os fins justificam os meios. A trapaça é tão
terrível que envolve tanto a mente quanto a alma, como afirma o comentário da
Bíblia de Genebra para explicar o termo carne nas Escrituras.
2.
A trapaça é contagiante
Pela
vida de Jacó, vemos que ele enriqueceu trapaceando. Mas onde ia a trapaça era
usada por outros contra ele. Seu próprio sogro Labão trapaceou Jacó naquilo que
um homem tem de mais intimo: o amor de sua esposa. Serviu sete anos pensando em
casar com Raquel, mas Labão usando de “cautela”, em vez de Raquel “lhe dava
Lia”; e Jacó, trapaceiro, foi trapaceado e ficou mais 7 anos servindo Labão.
Nesse ponto, é verdadeira a palavra bíblica: “pois aquilo que o homem semear,
isso também ceifará”.
3.
A trapaça pode ser vencida
A
lição maior nesse estudo é que Deus, na sua soberania e graça, pode resgatar um
trapaceiro e usá-lo na realização de seus planos.
Jacó
teve um encontro com Deus no vale do Jaboque. Tornou-se um homem. Começou uma
nova vida de serviço e obediência ao Senhor, tornando-se o pai do povo da
aliança, Israel. Nesse encontro, o velho homem foi vencido por Deus e surgiu o
novo homem para o serviço de Deus. Foi tão forte o impacto deste encontro que
Jacó chamou aquele lugar bendito de Peniel, afirmando: “Vi a Deus face a face,
e a minha vida foi salva” (Gn 32.30).
Hoje,
em nossa pátria, o povo espera melhores dias, em que a trapaça desapareça da
vida brasileira. A forma do povo evangélico contribuir para isso é pregar e
viver o evangelho para que novas criaturas venham exercer influencia maior na
vida nacional. Essa mudança só é possível quando uma pessoa, pela fé, tem um encontro
com o Senhor Jesus Cristo.
Reflexão
pessoal
1.
vivendo com um povo que usa a trapaça frequentemente, como pode um cristão
autentico não trapacear?
2.
como pode você combater a trapaça na vida política, econômica e familiar? Sua
fé em Jesus Cristo está fazendo alguma coisa para mudar isso?
Segunda
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Terça
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Quarta
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Quinta
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Sexta
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Sábado
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Domingo
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Gn
26. 8-25
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Gn
28. 10-27
|
Gn
32. 22-32
|
Sl
15
|
Os
12. 1-6
|
Rm
9. 6-13
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Hb
12. 14-17
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O
presente estudo foi editado pela Editora Didaquê, sendo o autor do mesmo o Rev.
Joás Dias de Araújo.
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