segunda-feira, 23 de abril de 2012

Maledicência


MALADICÊNCIA
Tg. 4. 11,12
Você acha que falar mal dos ouros pode se transformar-se num hábito?
Há algum problema nisso?
A maioria dos problemas enfrentados numa comunidade tem a ver com a maledicência.
O ser humano é a única criatura com a capacidade de articular as palavras. Ele se comunica através da fala. Isto é uma benção! Contudo, o que é benção pode transformar-se em maldição. Dependendo do uso.
Um estudo mais acurado mostrará, com clareza, a intensidade do ensino das Escrituras quanto a essa questão. Uma advertência seríssima vem do próprio Senhor Jesus Cristo, no sermão da montanha (Mt. 5. 21-22). É preciso ter cuidado com a maledicência? A Bíblia afirma que, se alguém consegue controlar sua língua, consegue controlar todas as outras partes de sua personalidade. (Tg. 3.2).
A maledicência é proibida
Nem sempre pensamos em maledicência como algo proibido na lei (Lv 19.11,16). Nos Salmos (Sl 34.13), nos profetas (Zc 8.16,17) nos evangelhos (Mt 5.22) nas epistolas (Ef4.25,29; Tg 3.1-12) encontramos orientações, admoestações e proibições quanto a maledicência. Estamos diante de algo que Deus proíbe e abomina. Sabemos que a linguagem é um meio fantástico para a comunicação entre as pessoas, porém é por demais perigosa. Ela pode construir, mas também pode destruir. Pode abençoar, mas também pode amaldiçoar. (Tg 3.10)
Maledicência é difamação de alguém: falar mal de alguém – postura condenada por Tiago (Tg 4.11). Vale registrar o que disse o comentarista William Hendriksen, afirmando que “o Cristianismo não é uma religião do mero “não fazer” e os crentes não devem se contentar em ser meros zeros. Em lugar disso, devem imitar o exemplo de seu Mestre, cujas palavras eram tão cheias de graça, que as multidões se maravilhavam (Lc 4.22)”.
Por que será que Deus proibiu a maledicência? Certamente porque ele sabe dos prejuízos que ela pode causar na vida de um povo ou de uma família. É bom lembrar que, quando nosso Senhor interpreta a lei, ele introduz um novo conceito de “não matarás”. Podemos trazer a morte ao nosso próximo, apenas com o mal uso de nossa língua. Tomemos cuidado, pois a maledicência mata.
A maledicência torna vã a religião
“ Se alguém supõe ser religioso, deixando de refrear a língua, antes, enganando o próprio coração, a sua religião é vã” (Tg 1.26). O cristão que deixa de refrear a sua língua engana o seu próprio coração, perdendo a autenticidade de sua espiritualidade.
A espiritualidade do individuo e a da comunidade cristã não se mede pela intensidade das praticas devocionais. Não é pelo tempo gasto com oração e jejuns. Nem mesmo pelo mero conhecimento das escrituras. Além destas praticas devocionais. Não é pelo tempo gasto com oração e jejuns. Nem mesmo pelo mero conhecimento das escrituras. Além destas praticas, a espiritualidade é evidenciada e validada por uma linguagem sadia. Como diz Paulo, uma linguagem “agradável, temperada com sal, para saberdes como deveis responder a cada um” (Cl 4.6; ver também Cl 3.16).
Euclides Martins Balancin comenta que “o verdadeiro culto é a entrega de si mesmo a Deus para viver a justiça na pratica, não difamar o próximo”.
Toda a pratica religiosa cai por terra com a prática da maledicência . Tiago detecta a incoerência de uma linguagem (religiosa) que bendiz a Deus, mas amaldiçoa os homens – criados à semelhança de Deus (Tg 3.9). Não adianta ser membro assíduo de uma igreja , freqüentar os cultos, ser um dizimista fiel, cantar no “louvor” da igreja. Tudo isso perde o valor e o sentido se não conseguimos refrear nossa língua quanto a maledicência (Tg 3.10).
A maledicência produz conseqüências desastrosas
Numa comunidade cristã, uma pessoa “linguaruda” causará terríveis danos à saúde da igreja. Como já foi dito , a língua tem um potencial destruidor. A maledicência atinge o ser humano por inteiro.
É necessário refletir cobre os pecados da língua e sobre o nosso dever de refreá-la. O apostolo Pedro, citando e interpretando o Salmo 34, revela o segredo para aqueles que desejam ver dias felizes: guardar a língua do mal, ou seja, evitar a maledicência e falar sempre a verdade. (I Pe 3.10).
Destruição, intrigas, inimizades, invejas, ira, fofocas são conseqüências desastrosas que podem surgir numa comunidade, se não atentarmos cuidadosamente sobre a nossa maneira de falar. Igrejas são divididas, famílias são desfeitas, amizades são destruídas, guerras surgem por causa de um mal uso da capacidade de articular as palavras. É bom refletir antes de falar (Tg 1.19). Nossas palavras, se proferidas maldosamente, têm conseqüências desastrosas. Sejamos cuidadosos (II Tm 2.16,17).
A maledicência pode ser vencida
Embora Tiago mostre que a língua “ é mal incontido, carregado de veneno mortífero” (Tg 3.8), cremos que a maledicência pode ser vencida. O Espírito Santo, nosso Ajudador, auxilia-nos no cumprimento dos preceitos da Lei do nosso Deus. Temos as Escrituras e seus numerosos ensinamentos Sejamos “ praticantes da Palavra, e não apenas ouvintes” (Tg 1.22). Apropriemo-nos de suas verdades, de “tudo o que é verdadeiro, tudo que é respeitável, tudo que é justo, tudo que é puro, tudo que é amável, tudo que é de boa fama” (Fp4.8). Com certeza, esta apropriação nos auxiliara a evitar cometer o pecado da maledicência.
Ademais, temos o exemplo maior, nosso Senhor Jesus Cristo. “Jamais alguém falou como este homem” (Jo 7.46). Aprendamos com ele, pois seu exemplo e sua vida nos garantem que a maledicência pode ser vencida. Nosso Senhor nunca precisou pedir desculpas por uma palavra mal colocada. Ele nunca cometeu equívocos quanto à sua fala.
Portanto, concluímos que a maledicência pode ser evitada e deve ser vencida por aqueles que têm um compromisso genuíno com o Senhor Jesus Cristo.
Que nosso linguajar demonstre nosso fiel compromisso com o Senhor. Lembremos que a maledicência é pecado condenado por Deus. Ao ser praticada ela, se praticada por aqueles que professam a fé no Senhor Jesus, torna inútil esta profissão de fé. Ela produz conseqüências terríveis para as pessoas nos seus relacionamentos. E, por fim, cremos fervorosamente que pode ser vencida com a preciosa ajuda do Espírito Santo de nosso Senhor.
Segunda
Terça
Quarta
Quinta
Sexta
Sábado
Domingo
Sl 15
Sl 34
Sl 141
Pv 18. 6-21
Ec. 5. 1-7
Tg 3
1 Pe 3. 8-12
O presente estudo foi editado pela Editora Didaquê, sendo o autor do mesmo o Rev. Ailton Gonçalves Dias Filho.


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