AMARGURA
Hb. 12. 14-17
É
possível um crente em Cristo Jesus viver uma vida de amargura e, mesmo assim,
crescer em santidade?
É
possível ser amargo e feliz ao mesmo tempo?
De
acordo com o moderno dicionário da Língua portuguesa, a palavra “amargura”
significa: “sabor amargo, aflição, angustia, desgosto, dor moral, azedumes...
dissabores”. Não nos restam dúvidas que a amargura é uma questão que desafia, a
cada dia, pessoas crentes no Senhor Jesus, na busca da santidade. Ela apresenta
uma série de reações adversas no comportamento humano, alterando as atitudes,
aguçando o temperamento e causando danos na vida do crente. Por este motivo, o
crente deve estar sempre vigilante quanto às coisas que geram amargura na alma.
Vejamos algumas delas, a partir do texto bíblico de Hebreus. 12. 14-17.
TÓPICOS
PARA REFLEXÃO
A
amargura é uma raiz que brota onde o pecado não é vigiado.
O
versículo 15 diz: “nem haja alguma raiz de amargura que, brotando...” “Se
olharmos, como cuidadosos estudiosos da Bíblia, fiéis aos princípios de que a
Bíblia interpreta a própria Bíblia, veremos, no início do versículo 15, as
palavras que definem como essa raiz brota. Diz o próprio texto: “atentando,
diligentemente, porque ninguém seja faltoso, separando-se da graça de Deus”.
Parece que esta raiz de amargura brota de corações faltosos. Moisés também
afirma o mesmo: os que contaminam o povo com o veneno da idolatria são aqueles
cujos corações se desviam do Senhor. Para Calvino, em seu comentário de
Hebreus, esse sentimento de amargura brota de duas fontes:
Desejos
pecaminosos: O coração humano é contaminado pelo pecado e os desejos do coração
são comprometidos com esta inclinação pecaminosa (Jr. 17.9). Jesus adverte aos
discípulos de que as coisas que contaminam o homem são aquelas que saem do
coração, como frutos de seus desejos (Mt. 15. 19,20). Sendo assim, a amargura
brota de desejos pecaminosos.
Ilusória
esperança de impunidade: esta é outra fonte perigosa de onde brota a amargura.
Por se tratar de ressentimento guardado na alma, muitos se iludem pensando que
irão espalhar este sentimento no seio da igreja, e que, no final, ficarão
impunes; afinal, não se conhece alguém que tenha sido disciplinado por alguma
igreja por semear a amargura no meio do povo. Mas o fiel juiz de toda a terra
sonda os corações (I Sm. 16.7). não devemos nos esquecer disso.
A
Bíblia diz que aquele encobre as suas transgressões, jamais prosperará (Pv.
28.13). Muitos corações escondem amarguras e ressentimentos e não sabem porque
se desenvolvem tão pouco na vida cristã, na santificação. Quando alguns garotos
norte-americanos praticaram um massacre em uma das escolas nos Estados Unidos,
o então presidente Bill Clinton expressou assim, a sua preocupação: “Há um
grande número de outros garotos por aí que estão acumulando ressentimentos
dentro de si, e fora do nosso alcance”. Não deixe brotar esse mal em seu
coração e nem no meio da igreja.
É
oportuno observar a advertência feita por Deus a Caim (Gn. 4.7).
A
amargura perturba a harmonia e a paz.
No
versículo 15 encontramos estrutura: “nem haja raiz de amargura que, brotando,
vos perturbe”. O menor efeito que podemos ver deste terrível mal é que ele
perturba o ambiente onde se instala. A linguagem do autor é para que os seus
leitores possam atentar para esse mal que perturba a igreja, envenena almas e
desarmoniza comunidades inteiras. A amargura perturba ao próprio individuo.
Li,
certa vez, uma frase que me chamou muito a atenção. Dizia. “Muitos parecem
carregar um inferno dentro de si, e aonde vão, o inferno vai com ele, porque o
inferno está dentro deles”. A verdade é que algumas pessoas atentam para o fato
de que guardam amarguras dentro de si, e, por isso, não conseguem viver em paz
e harmonia consigo mesmas. Sua palavra tende a ser depreciativa. Transferem
para os outros aquilo que está dentro de si e que as perturbam. Tratam os
outros com dureza, parecem até mesmo não terem aprendido a amar. Paulo exorta a
que tenhamos em nós o mesmo sentimento que houve, também, em Cristo Jesus (Fp.
2.5).
Jesus
disse que um pouco de fermento leveda toda a massa. O que Moisés chama de “raiz
que produz erva venenosa e amarga” é exatamente um tipo de veneno que perturba,
incomoda, afeta quem está por perto também. Em vez de produzir a paz, produz a
intoxicação.
A
amargura atinge a comunidade.
A
amargura é perturbadora, tanto para quanto a possui, quanto para os outros.
O
grande problema de amargura é que ela contamina o ambiente. Assim como o sal, o
fermento o tempero, em geral, a amargura atinge a totalidade. Ela contamina a comunidade com seu efeito
maléfico. Quando um membro da igreja fica amargurado com alguma situação, nem
sempre consegue guardar aquilo só para ele, e logo temos uma comunidade
contaminada.
No
versículo 16, o autor compara tal atitude como procedimento de alguém impuro e
profano, e mais, semelhante a Esaú, que vendeu o direito de primogenitura. Mais
tarde, querendo herdar a benção, foi rejeitado, pois não achou lugar de
arrependimento Gn. 27. 32-35). Parece um caminho sem volta. Contamina-se de tal
forma que não encontra saída. Quantas vidas amargas! Quantos corações
contaminados por palavras venenosas! Quanta imprudência e ausência de
vigilância daqueles que deviam estar. “semeando a paz”! (Tg. 3.18). peça a Deus
para te livrar da amargura, porque ela adoece a alma.
Vencendo
a amargura com uma vida de santificação
Encontramos,
na Bíblia, todas as coisas que nos conduzem a vida e a santidade. O próprio
texto de Hebreus que estamos estudando nos apresenta material de sobra para
vencermos a amargura, e crescermos em santidade. O autor, nesse contexto,
apresenta-nos as seguintes alternativas: “Segui a paz com todos (...) atentando
diligentemente para que ninguém seja faltoso (...) nem haja impuro ou profano”
(vv 14-16).
Numa
igreja onde os membros zelam pela vida de santificação, que aliás é uma obra
preciosa do Espírito Santo no coração do crente, dificilmente crescerá qualquer
raiz de amargura. Mas, onde reina a carnalidade, o descaso com a vida
espiritual, esses males desenvolvem juntamente com outros pecados. O crente é
desafiado a viver em santificação.
Segunda
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Terça
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Quarta
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Quinta
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Sexta
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Sábado
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Domingo
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Gn 26. 26-35
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Gn 37
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Dt 29. 16-29
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1 Sm 30. 1-6
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Mt 15. 1-20
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Ef. 4. 25 a 5.2
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Cl 3. 18-25
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O
presente estudo foi editado pela Editora Didaquê, sendo o autor do mesmo o Rev.
Ildemar de Oliveira Berbert.
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