segunda-feira, 23 de abril de 2012

Inimizade


INIMIZADE
Mt. 5. 21-26
A inimizade é apenas um problema, ou é um pecado?
Sabe-se que a amizade é uma das maiores riquezas. Quem coleciona amigos é uma pessoa sábia. Se, por um lado, “o homem que tem muitos amigos sai perdendo” – como afirma o provérbio, por outro, “há amigo mais chegado do que irmão” Pv. 18.24.
Mas, infelizmente, existe a inimizade. Esta já causou incalculável número de tragédias no mundo. Em diversos lugares é possível observar conflitos e mais conflitos.
Algumas pessoas têm sido condecoradas com o prêmio Nobel da Paz, por seus esforços em promover a paz; porém, outras foram até martirizadas no seu empenho pela harmonia.
Os esforços humanos para resolver a inimizade são necessários; todavia, somente com a intervenção de Deus, é possível uma solução definitiva.
Neste estudo pretende-se abordar o assunto da inimizade, não somente do ponto de vista social, mas principalmente no aspecto espiritual.
AÇÕES GERADORAS DE INIMIZADES
O texto-base mostra algumas atitudes que provocam inimizades, Jesus se apresenta com o propósito de solucionar o problema, a fim de que haja tratamento adequado:
Irar – irar significa ficar com raiva de alguém, sentir cólera contra alguma pessoa. A Bíblia declara que é possível irar, mas sem pecar (Ef. 4.26). quando a ira é pecaminosa, certamente a inimizade se manifestará. A ira é pecaminosa quando o irado a retém (Ef. 4. 26,27); ou quando extravasa o seu rancor, em atos concretos, resultando em ofensa e ate agressão. O salmista Davi recomendou deixar a ira e abandonar o furor (Sl. 37.8). Tiago declara que “a ira não produz a justiça de Deus”. (Tg. 1.20).
Proferir insulto contra o irmão – A Bíblia viva cita o versículo 22 da seguinte maneira: “... se vocês chamarem um amigo de idiota, correm o perigo de serem levados a um tribunal...” Insulto é uma agressão verbal, geradora de inimizade. Daí o apóstolo Paulo recomendar que os cristãos profiram apenas “palavras que edifiquem” (Ef. 4.29).
Chamar o irmão de tolo – chamar o irmão de tolo tem a ver com a intenção de amaldiçoar o semelhante. A ofensa não é só chamar de tolo: é considerar o outro, tolo. Quando isso acontece, o relacionamento está abalado. Ninguém suporta ser considerado idiota, desmiolado, e estúpido.
RECURSOS PARA VENCER A INIMIZADE.
Jesus apresentou não só apenas as causas geradoras de inimizade, mas também ofereceu soluções práticas para essa questão. Ele não só fez a sondagem do problema; foi além, apresentando alternativas para vencer tal situação:
Lembrar da ofensa praticada (v.23).
O mestre apela para a consciência dos cristãos para que não se esqueçam de atos pecaminosos praticados, ou mesmo aqueles efetuados contra a própria pessoa. Existe tendência de se deixar de lado, de esquivar-se, ou de não querer lembrar dos erros. Nada pode ser coberto dos olhos do Senhor (Sl. 50.21). Deus não tolera aqueles que não querem adorá-lo, mas não revelam disposição em reatar os relacionamentos rompidos, fingindo haverem esquecido o que aconteceu. Dizem que quem bate esquece, mas isso não é verdade.

Ir ao encontro do irmão (v. 24)
O discípulo de Jesus, quer tenha sido o ofensor, quer seja o inocente, precisa ter a coragem de dar o primeiro passo para reconciliar-se  com o inimigo. Isso mostra a necessidade de ação. A vida cristã não é estática, e sim dinâmica em todos os seus aspectos. Essa atitude dinâmica deve ser praticada quantas vezes forem necessárias, pois não há limites para a reconciliação (Mt. 18. 21,22/ Cl. 3.13). Jesus recomenda que se deve ir ao encontro do próximo, com a intenção de acabar com a inimizade (Mt. 18. 15-17).
Aproveitar (ou criar) oportunidade para reconciliação (v.25)
O texto adverte que isso deve ser feito de modo urgente. É necessário uma procura urgente para se reconciliar, porque sobre o pecado pesa o julgamento. A inimizade precisa ser eliminada rapidamente, pois pode chegar para uma época que não haverá mais oportunidade para reconciliação (Mt. 5. 25,26).
Pode ocorrer o caso de se tentar a reconciliação e a outra não requer. Porém, nunca devemos deixar de fazer a nossa parte. Além disso, devemos acatar as orientações de Romanos 12. 16-21.
O VALOR DOS RELACIONAMENTOS SEM INIMIZADES
O ensino do mestre é completo, pois, além do diagnóstico e das diretrizes para a solução do problema da inimizade, ele conclui apresentando alguns dos benefícios de uma vida cristã isenta de inimizades:
Vida de culto que agrada a Deus (v.24)
Quando Jesus se refere a oferta, ele fala a respeito de culto. Seu ensino refere-se a um culto sincero, verdadeiro, onde o mais importante é um adorador de bem com Deus e com o seu próximo. O que Deus deseja é: “antes misericórdia do que sacrifício” (Mt. 9.13).  por conseguinte ele ordena “deixar a oferta” e correr para se reconciliar com o semelhante. A inimizade, com certeza, constitui-se em um obstáculo á vida de culto e oração. (Mc. 11. 25,26).
Vida isenta de julgamento (v. 25,26).
O texto é claro em afirmar que, se não houver a eliminação do mal da inimizade, haverá julgamento, ou seja, dura condenação. Portanto, uma vida de inimizade é passível de severo julgamento. Aos Coríntios, o apóstolo Paulo recomendou a busca da reconciliação entre os irmãos, sem a intervenção dos tribunais humanos, para que não ocorra a condenação (I Co. 6.6-8). Nesse texto, pulo declara que o fato de haver demandas entre os irmãos já é completa derrota.
Fortalecimento da vida comunitária.
Os cristãos, conforme Atos dos apóstolos, deixaram os exemplos de um estilo de vida caracterizado pela união, amizade e solidariedade (At. 2. 44,45; 4. 32).
Jesus declarou: “Todo reino dividido contra si mesmo ficará deserto, e toda cidade ou casa dividida contra si mesma não subsistirá” (Mt. 12.25).
É oportuna a declaração do salmista: “oh! Como é bom e agradável viverem unidos os irmãos”(...) Ali derrama o Senhor a sua benção e a vida para sempre” (Sl. 133). 
REFLEXÃO PESSOAL
Você acha que o culto que você tem prestado à Deus tem sido agradável a Ele?
Como você age para dissipar as inimizades: criando condições para resolver a questão, ou, deixando que o tempo se encarregue disso? De acordo com a Bíblia, a sua estratégia está correta?
Pelo exposto nesse estudo, você se sente à vontade para orar como Jesus ensinou: “Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como temos perdoado aos nossos devedores”?
O presente estudo foi editado pela Editora Didaquê, sendo o autor do mesmo o Rev. Dionel Faria.

Um comentário: