Inveja
Rm. 1. 18-32
Será
que é pecado possuir bens boa aparência física, posição social, etc.?
Ou
o pecado é não lutar por alcançá-los de modo correto?
A
inveja é o desejo de possuir estas e outras coisas por meios ilícitos, tendo
como ponto de partida o olhar fixo no que é dos outros, desejando para si,
lamentando por que ainda não está em seu poder. É um ressentimento profundo,
que se aninha na mente da pessoa e passa a gerar outras ações, tais como a
cobiça, a ganância, a maledicência. O dolo entra em cena e tudo termina em
contendas, e até em morte, tal como aconteceu com Abel (Gn. 4.8) e com Nabote (1Rs
21. 1-16).
A
inveja e outros males surgiram no Éden (Gn. 3.5), e se fazem presentes em todos
os lugares, causando contendas e guerras (Tg. 4. 1,2), sendo sua primeira
vítima o seu possuidor, depois aqueles que são o seu alvo. É algo que acontece
até com nações que se apoderam de recursos econômicos de outras menos capazes
de administração.
1.
Definição e Associação
Provérbios
14.30 diz que “a inveja é a podridão dos ossos”. Todo corpo não possui firmeza.
A inveja é a doença da alma, uma doença espiritual. Hodge ainda diz: “a inveja
é um câncer da alma”[1].
Caracteriza-se
como realmente é:
a)
um sentimento de desgosto ou pesar pelo bem dos outros;
b)
um desejo violento de possuir o bem alheio;
c)
um sentimento de ódio para com os mais favorecidos;
d)
um desejo de impedi-los de possuir tais bens e de vê-los destruídos.
A
inveja colocada na mente humana é como um germe que se encarrega de criar
outros male que, agrupados ao redor de si, formarão um exército em guerra,
lutando para conseguir os fins por ele propostos. Como é o exemplo de Saul 18.
6-16.
2.
Consequências da inveja
Sendo
a inveja m ressentimento aninhado no coração do homem, conclui-se que o
invejoso vive em torturas da sua alma, tendo em si a destruição de alguns
princípios da vida (Sl. 73. 2,3). A condição de vida de um invejoso é marcada
por reclamações, por expressões visíveis marcadas no seu próprio rosto (Gn.
4.5; 1Rs 21. 4-7). É a batalha interna do coração, por não ver seus intentos
realizados. A luta continua e outros atos maus vão sendo levados a efeito, até
que se consiga o proposto. Os meios usados, sejam quais forem, se justificam
pelos fins propostos.
A
Bíblia nos apresenta inúmeros exemplos das consequências causadas pelas invejas
e os seus integrantes. Eis alguns:
a)
Abel assassinado pelo irmão (Gn. 4. 5-8), tornando-se exemplo negativo para
todas as gerações (Hb. 11.4; 1Jo 3.12 e Jd 11);
b)
Isaque é expulso de Gerar por ter se enriquecido (Gn. 26. 12-17);
c)
Os irmãos de José tentam matá-lo e depois o vendem (Gn. 37.11,20; 26-28; At.
7-9);
d)
Nabote é julgado e assassinado sem ter o direito de defesa (1Rs 21. 1-16).
A
inveja leva o homem a um miserável estado de vítima, impedindo-o de reparar
suas próprias deficiências. O invejoso é governado por suas próprias ‘leis’ e
não sob as normas divinas, pois de Deus está ALIENADO.
3.
Libertação Espiritual
Para
todas as espécies de males espirituais, Deus preparou os meios suficientes para
a cura e libertação, pois Deus nos transportou do império das trevas Cl. 1.13
para que não vivamos sob o domínio das trevas e o único meio é sujeitar-se a Lei
da Liberdade.
Este
pecado terrível, conforme observou o sábio (Pv. 14.30; 27.4), continua sendo
uma realidade constante, até mesmo com boa aparência (Fp. 1.15) procurando
aninhar-se totalmente no coração do crente. O que fazer?
Qual
é o Décimo mandamento?
R.
Êxodo 20:17 Não cobiçarás a casa do teu
próximo. Não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua
serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que pertença ao teu
próximo.
Quais
são os deveres exigidos neste mandamento?
R.
Os deveres exigidos no décimo mandamento são: um pleno contentamento com a
nossa condição1, e uma disposição caridosa da alma para com o nosso próximo, de
modo que todos os nossos desejos e afetos relativos a ele tendam para o seu bem
e promovam o mesmo2.
1Hb.
13.5; I Tm 6.6; 2Rm. 12.15; Fp. 2.4
Quais
são os pecados proibidos no décimo mandamento?
R.
Os pecados proibidos no décimo mandamento são o descontentamento com o nosso
estado1, a inveja2, e a tristeza pelo bem do nosso próximo3, juntamente com
todos os desejos e afetos desordenados para com qualquer coisa que lhe pertença4.
11Co.
10.10; 2Gl 5.26; Tg. 3.14,16; 3Sl 112. 9,10; 4Rm 7.7; Dt. 5.21; Cl. 3.5 Rm.
13.9.
O
presente estudo foi editado pela Editora Didaquê, sendo o autor do mesmo o Rev.
Cary Louback Tavares.
Obrigada! me instrui muito, pois é um sentimento q aparece de repente por forças malignas quando damos brecha para ele agir! O q nos resta é lutar contra esse sentimento maligno q nos toma. O dever é lutar pela verdadeira leberdade!
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